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Daltonismo: especialista orienta como identificar sinais da condição ainda na infância

Oftalmologista afirma que a condição de saúde pode trazer impacto social e profissional

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          O próximo sábado (6/9) será marcado pela celebração do Dia Mundial do Daltonismo – condição visual que causa dificuldade em distinguir determinadas cores. Também conhecido como discromatopsia, o problema pode ser diagnosticado ainda durante a infância, o que ajuda a melhorar o desempenho escolar e social do paciente.

          O oftalmologista Gustavo Bonfadini explicou o que é o Daltonismo: “Alteração genética da visão que afeta a capacidade de diferenciar algumas cores. A causa está nos cones, células da retina responsáveis pela percepção das cores, que podem ter uma deficiência ou ausência de pigmentos específicos. O mais comum é a dificuldade em distinguir tons de vermelho e verde, mas existem formas mais raras que afetam também o azul e o amarelo.”

          Veja as fotos

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          Xuxa no clipe de "Cores e Rimas", do "Xuxa Só Para Baixinhos 14"Reprodução
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          O especialista ressaltou que os primeiros sinais da condição geralmente aparecem na infância: “Quando a criança começa a aprender as cores. Os pais e professores podem notar que ela troca o nome das cores, confunde objetos coloridos ou tem dificuldades em atividades escolares que envolvem diferenciação de tons. É importante lembrar que o daltonismo não causa baixa visão, a acuidade visual é normal, mas sim uma alteração na percepção das cores”, declarou o médico.

          Gustavo Bonfadini destacou que o maior desafio para o paciente diagnosticado com daltonismo é a confusão entre cores próximas: “Principalmente vermelho e verde, ou ainda entre tons de marrom, laranja e roxo. Isso pode causar dificuldade em interpretar gráficos, mapas, sinais de trânsito ou até mesmo escolher roupas. No dia a dia, tarefas simples como cozinhar podem ser impactadas, já que o paciente pode não perceber se um alimento está cru ou cozido pela mudança de cor”, evidenciou.

          Embora o daltonismo não cause perda de visão, ele pode trazer impacto social e profissional. “Algumas carreiras exigem visão cromática normal, como aviação, área militar, marítima ou alguns setores da engenharia elétrica, onde a diferenciação de cores é fundamental. Além disso, a criança daltônica pode enfrentar dificuldades escolares ou até brincadeiras e bullying pela confusão de cores. A boa notícia é que, com orientação e adaptação, muitos pacientes vivem normalmente sem grandes limitações”, pontuou o oftalmologista.

          O diagnóstico do Daltonismo é realizado em consulta oftalmológica, por meio de testes específicos. “O teste de Ishihara utiliza pranchas coloridas com números escondidos entre círculos. Existem também exames computadorizados que avaliam de forma mais precisa o tipo e a intensidade da alteração. É um teste rápido, indolor e fundamental para identificar a condição desde cedo.”

          Não existe cura para pessoas que convivem com a condição que afeta a capacidade de diferenciar algumas cores, já que se trata de uma condição genética. No entanto, hoje é possível encontrar formas de adaptação:

          • Uso de aplicativos de celular que ajudam a identificar cores em tempo real.
          • Óculos especiais com filtros que ampliam a diferença entre tons, facilitando a percepção.
          • Recursos de acessibilidade digital, cada vez mais presentes em softwares, sites e games.

          Segundo o especialista Gustavo Bonfadini, o mais importante é que o paciente receba o diagnóstico precoce e receba orientação adequada. Assim, consegue adaptar sua rotina, escolher sua profissão com segurança e levar uma vida absolutamente plena.

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