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Filho de Simone Mendes faz tratamento para crescer: especialista explica quando é indicado

A artista contou recentemente que o primogênito Henry, de 11 anos, fruto de seu relacionamento com o empresário Kaká Diniz, iniciou um acompanhamento especializado para estimular o crescimento e já apresentou resultados nos primeiros meses

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          Após Simone Mendes revelar que seu filho primogênito, Henry, de 11 anos, está realizando tratamento para crescimento, o assunto levantou questionamentos nas redes sociais entre pais sobre quando esse tipo de acompanhamento médico é realmente necessário. Diante da repercussão do caso, o portal LeoDias conversou com a endocrinologista pediátrica Amanda Soeiro, que explicou em quais situações o tratamento é indicado, como funciona a investigação médica e quais fatores influenciam a altura final de crianças e adolescentes.

          A artista contou recentemente que o primogênito Henry, de 11 anos, fruto de seu relacionamento com o empresário Kaká Diniz, iniciou um acompanhamento especializado para estimular o crescimento e já apresentou resultados nos primeiros meses. Segundo a cantora, o menino cresceu cerca de 4 centímetros em seis meses de tratamento.

          Veja as fotos

          Crédito: Reprodução Instagram
          Kaká Diniz, Simone Mendes e filhosCrédito: Reprodução Instagram
          Reprodução/@simonemendes
          O filho mais velho de Simone e Kaká Diniz tem 11 anos.Reprodução/@simonemendes
          Reprodução Instagram @simonemendes
          Sione Mendes e o filho HenryReprodução Instagram @simonemendes
          Reprodução: Instagram
          Kaká Diniz e Henry DinizReprodução: Instagram
          Aniversário do Henry Diniz , filho da Simone Mendes com Kaka Diniz. Foto: Clayton Felizardo
          Aniversário do Henry Diniz , filho da Simone Mendes com Kaka Diniz. Foto: Clayton Felizardo
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          Embora o caso tenha despertado curiosidade do público, a especialista explica que o tratamento para estimular o crescimento não é indicado apenas por questões estéticas ou por desejo de aumentar a altura.

          “O tratamento é indicado quando existe uma causa médica que compromete o crescimento, como deficiência do hormônio do crescimento, síndrome de Turner, crianças que nasceram pequenas para a idade gestacional e não recuperaram o crescimento ou algumas doenças crônicas. Antes de indicar tratamento, é essencial uma avaliação completa da curva de crescimento, histórico familiar e exames.”

          Sinais que indicam que o crescimento precisa ser investigado

          Segundo a endocrinologista pediátrica, alguns sinais podem indicar que a criança está crescendo abaixo do esperado e merecem atenção dos pais e pediatras.

          “Os principais sinais de alerta são queda na velocidade de crescimento, mudança na posição da criança na curva de crescimento e estatura muito abaixo do esperado para a altura dos pais. Por exemplo, para uma criança de 5 anos, espera-se uma velocidade de crescimento de cerca de 5 a 7 cm ao ano, um crescimento menor que esse merece investigação.”

          Outro ponto importante é a influência genética. De acordo com a médica, a altura dos pais costuma ser um dos principais parâmetros utilizados pelos especialistas para estimar o potencial de crescimento de uma criança.

          “Sim. A genética tem grande influência na altura final, cerca de 80%. Durante a avaliação clínica utilizamos o cálculo da altura alvo familiar, baseado na altura dos pais, para estimar a faixa de estatura esperada. Mesmo assim, fatores hormonais, nutricionais e doenças também podem interferir no crescimento.”

          Como é feita a investigação médica

          Para entender se existe algum fator que comprometa o crescimento, os médicos solicitam uma série de exames que ajudam a avaliar o desenvolvimento ósseo e hormonal da criança.

          “A avaliação inclui exames como radiografia de idade óssea, exames hormonais, dosagem de IGF-1, avaliação da tireoide e investigação de doenças crônicas, testes de estímulo hormonal. A escolha depende da história clínica e da avaliação médica.”

          A chamada idade óssea, segundo a especialista, é uma ferramenta essencial nesse processo de investigação.

          “A idade óssea é uma avaliação da maturação dos ossos, feita por radiografia da mão e punho. Ela ajuda a entender quanto crescimento ainda é possível e auxilia na decisão sobre tratamentos.”

          Além disso, os especialistas também conseguem estimar qual poderá ser a altura aproximada da criança na vida adulta.

          “A estimativa é feita com base na altura dos pais, na curva de crescimento da criança e na idade óssea. Esses dados ajudam a prever o potencial de crescimento da criança e adolescente.”

          Quando o tratamento precisa começar

          A endocrinologista ressalta que o diagnóstico precoce costuma fazer diferença nos resultados.

          “Quanto mais cedo a causa do crescimento inadequado é identificada e diagnosticada , melhores costumam ser os resultados. O tratamento precisa ser iniciado antes do fechamento das cartilagens de crescimento, que ocorre ao final da puberdade.”

          Mesmo após o início da puberdade, ainda é possível obter benefícios em alguns casos.

          “Sim, crianças que já entraram em puberdade se beneficiam do tratamento. Porém, conforme a puberdade avança, as cartilagens de crescimento começam a se fechar e o potencial de crescimento diminui, há uma desaceleração importante do crescimento aos 15 anos de idade óssea nas meninas e 16 anos de idade óssea nos meninos.”

          Tratamentos disponíveis

          A especialista explica que o tipo de tratamento varia conforme a causa da baixa estatura identificada na avaliação médica.

          “O tratamento depende da causa da baixa estatura e pode incluir correção nutricional, tratamento de doenças associadas ou ajustes hormonais. O hormônio do crescimento é indicado em situações específicas, como deficiência do hormônio do crescimento, síndrome de Turner, crianças que nasceram pequenas para a idade gestacional sem recuperação do crescimento e algumas doenças crônicas ou síndromes genéticas. A indicação deve sempre ser feita após avaliação especializada.”

          Quando indicado, o tratamento com hormônio do crescimento costuma exigir acompanhamento médico frequente e aplicação regular da medicação.

          “O hormônio do crescimento é aplicado por injeções subcutâneas, geralmente diárias. Atualmente, também existem formulações de aplicação semanal, indicadas em alguns casos específicos. O tratamento costuma durar alguns anos e exige acompanhamento regular para monitorar a velocidade de crescimento e exames laboratoriais.”

          Limites do tratamento

          Apesar das expectativas que muitas famílias criam em relação ao tratamento, a endocrinologista destaca que o objetivo principal é permitir que a criança alcance o potencial de crescimento determinado pela genética.

          “O objetivo do tratamento é permitir que a criança alcance seu potencial genético de crescimento, e não ultrapassá-lo. O ganho de altura varia conforme a causa da baixa estatura e a idade em que o tratamento começa.”

          Segundo a médica, quando indicado corretamente e acompanhado por especialistas, o tratamento é considerado seguro.

          “Quando indicado corretamente e acompanhado com endocrinologista infantil, o tratamento é considerado seguro. Efeitos colaterais são incomuns, mas podem ocorrer e por isso o acompanhamento médico é essencial.”

          Hábitos que ajudam no crescimento

          Além do acompanhamento médico, alguns hábitos diários também têm papel importante no desenvolvimento infantil.

          “Alimentação equilibrada, sono adequado, atividade física regular e acompanhamento pediátrico são fundamentais. O hormônio do crescimento é liberado principalmente durante o sono profundo.”

          Por fim, a especialista alerta para mitos comuns que ainda cercam o crescimento infantil.

          “Um mito comum é acreditar que basta esperar o estirão da puberdade para que a criança cresça, mesmo quando já apresenta sinais de crescimento abaixo do esperado. Outro mito é pensar que toda criança baixa herdou isso da família, quando na verdade algumas condições médicas podem interferir no crescimento e precisam ser investigadas. Por isso, acompanhar a curva de crescimento é fundamental para identificar precocemente possíveis alterações.”

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