Lady Gaga teria recorrido à gestação por substituição para ter primeira filha; entenda
A pequena Rose Bean Polansky nasceu no último dia 9 de junho, em Los Angeles, nos Estados Unidos
A chegada da primeira filha de Lady Gaga e Michael Polansky colocou a gestação por substituição novamente em evidência. Segundo informações divulgadas pelo TMZ, Rose Bean Polansky nasceu no último dia 9 de junho, em Los Angeles, nos Estados Unidos, por meio de uma gestante de substituição. O veículo afirmou que o casal recorreu ao procedimento, mas o motivo da escolha não foi divulgado.
Conhecida internacionalmente como “surrogacy”, a gestação por substituição é uma forma de reprodução assistida em que outra mulher conduz a gravidez para os futuros pais. Em grande parte dos programas, o embrião é formado por fertilização in vitro e transferido para o útero da gestante, que não possui vínculo genético com a criança. Os óvulos podem ser da futura mãe ou de uma doadora, enquanto o sêmen pode ser de um dos futuros pais ou de um doador.
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Apesar de ganhar mais visibilidade quando envolve celebridades, o procedimento faz parte da realidade de diferentes configurações familiares e pode ser buscado por casais heterossexuais, casais homoafetivos e pessoas solteiras, conforme as regras existentes no país em que o processo será realizado.
Ana Paula Del Padre, representante da Tammuz Brasil, empresa especializada em programas internacionais de gestação por substituição, explicou que a jornada não se resume à gravidez e envolve uma série de etapas até o retorno da família ao país de origem. “O processo exige acompanhamento desde as primeiras etapas. Após a escolha do país, são definidas a doadora de óvulos e a gestante. Depois da fertilização e da gestação, são realizados os procedimentos legais para reconhecer a filiação e permitir que a família retorne ao Brasil com segurança”, esclareceu Ana Paula.
A escolha do destino é uma das decisões importantes do processo, já que as regras para gestação por substituição não são iguais em todos os países. Critérios relacionados ao perfil dos futuros pais, à utilização de material genético, à seleção da gestante e ao reconhecimento jurídico da parentalidade podem variar de acordo com a legislação e com o programa escolhido.
Além das questões jurídicas, a jornada normalmente reúne diferentes profissionais e etapas, que podem incluir fertilização in vitro, seleção e acompanhamento da gestante, eventual escolha de uma doadora de óvulos, acompanhamento da gravidez e emissão da documentação da criança após o nascimento.
Para Ana Paula, a atenção a todas as fases é especialmente importante porque cada destino possui características próprias. A orientação aos futuros pais começa antes mesmo da definição do programa e segue durante a gestação, o nascimento e os procedimentos necessários para a constituição documental da nova família.
O caso de Lady Gaga amplia a visibilidade de um caminho para a parentalidade que, embora ainda desperte dúvidas, já faz parte da experiência de milhares de famílias em diferentes partes do mundo. A repercussão também chama atenção para a importância de compreender que a gestação por substituição envolve não apenas a reprodução assistida, mas questões jurídicas, documentais e familiares que precisam ser avaliadas desde o início da jornada.
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