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OMS faz alerta grave sobre surto de Ebola no Congo: “Fora de controle”

O site da ONU classificou a transmissão na República Democrática do Congo como incontrolável, após vítimas fatais serem encontradas fora das listas oficiais de rastreamento

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          A Organização Mundial da Saúde (OMS) demonstrou grande preocupação com o avanço acelerado de um surto de Ebola na República Democrática do Congo. O quadro atingiu um nível tão crítico que o site oficial da Organização das Nações Unidas (ONU) classificou a transmissão como “fora de controle”.

          O maior agravante é a descoberta de que diversas vítimas estão falecendo em casa, totalmente fora do radar médico e das listas oficiais de rastreamento. Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, o ritmo de contágio atual ameaça se tornar ainda mais severo que a devastadora epidemia que assolou a África Ocidental entre 2014 e 2016.

          Veja as fotos

          Reprodução / YouTube: @who
          Contaminação por Ebola vira preocupaçãoReprodução / YouTube: @who
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          Surto de Ebola causa preocupaçãoReprodução / YouTube: @who
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          Tedros Adhanom GhebreyesusReprodução / YouTube: @who

          Atualmente, os números contabilizam 4.449 infectados e 2.061 óbitos espalhados por mais de 50 zonas de saúde. A província de Ituri é o epicentro da crise, concentrando a esmagadora maioria dos casos fatais (80%). Por outro lado, o que mais alarma as autoridades sanitárias não são apenas os números contabilizados nos hospitais, mas as mortes invisíveis.

          O fato de muitas pessoas falecerem em suas próprias comunidades, sem nunca terem sido rastreadas como contatos de risco, evidencia que existem cadeias de transmissão ativas e totalmente desconhecidas pelo governo.

          Contágio na despedida

          O luto e o cuidado familiar têm sido vetores cruciais para a disseminação da doença. A OMS identificou que grande parte dos novos contágios ocorre no ambiente doméstico, quando parentes cuidam dos infectados ou durante os rituais fúnebres. Por isso, garantir a realização de sepultamentos seguros e dignos é a principal chave para frear a epidemia.

          Para que essa estratégia funcione, é imprescindível conquistar a colaboração da população local. O objetivo das equipes de resgate é elevar o monitoramento de contatos para 95%, reduzindo drasticamente o número de infectados que adoecem sozinhos e espalham o vírus sem intervenção médica.

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