Ozempic e Wegovy: entenda como a semaglutida pode ajudar no tratamento da obesidade
A profissional destacou a eficácia da semaglutida, substância encontrada no Ozempic, Wegovy e Rybelsus, no combate à obesidade
O tratamento para obesidade tem sido um tema recorrente e compreender que se trata de uma doença faz toda a diferença. A médica especialista Dra. Débora Serruyo conversou com a repórter Karol Gomes sobre os estigmas dessa quadro, que precisa de cuidado e acompanhamento constante. Ao portal LeoDias, a profissional explicou detalhes de como a semaglutida, substância, molécula sintética do hormônio GLP-1, presente no Ozempic, Wegovy e Rybelsus, é eficaz no tratamento de doenças crônicas como a obesidade e a diabetes.
Ao ser questionada se possível considerar a semaglutida como uma alternativa à cirurgia bariátrica, a médica explicou: “Em média, ela não atinge as perdas de peso de uma cirurgia bariátrica. Porém, tem pacientes que saem para cima dessa curva e um em cada três perde ao menos 20% do peso corporal”, contou.
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Sobre os fatores que influenciam na decisão se o caso é cirurgico ou clínico, a doutora ressalta que eles podem variar conforme o histórico de cada pessoa. “Depende do histórico desse paciente, das tentativas anteriores que ele já fez, quais foram os tratamentos prévios. E tem alguns casos que, sim, a recomendação vai ser cirúrgica e, eventualmente, também pode ser necessário um tratamento com medicamento depois, em alguns casos selecionados”, explicou.
Falando sobre a diferença entre Ozempic, Wegovy e Rybelsus, a especialista esclarece as diferenças e as indicações de cada um. “Os três são à base de semaglutida. O Ozempic é a semaglutida injetável na dose de até 1mg por semana para o tratamento do diabetes. O Rybelsus é o comprimido de 3, 7 e 14mg para o tratamento do diabetes tipo 2 também. E o Wegovy é a semaglutida na formulação injetável, porém, na dose de 2,4mg, que é para o tratamento do sobrepeso e obesidade. Certo. Então, o Wegovy é feito especialmente para tratar a obesidade, não necessariamente pacientes com diabetes também.”
Obesidade é uma doença crônica
A doutora reforça a importância de tratar a obesidade como uma condição de longo prazo. “É importante lembrar que a obesidade é uma doença crônica, progressiva e recidiva. Um jeito da gente tentar lembrar é como se fosse hipertensão. Por exemplo, um paciente com hipertensão não entra e sai do consultório de um médico sem uma prescrição de um remédio para tratar aquela pressão alta. A mesma coisa não pode acontecer com o paciente com obesidade.”
Ela complementa explicando que o acompanhamento deve continuar mesmo após a perda de peso. “E a obesidade não é só sobrepeso na balança. A partir do momento que o paciente com obesidade perdeu algum peso ou perdeu o peso que precisava, é importante continuar esse tratamento. Da mesma forma que o paciente com pressão alta, que começou a tomar um remédio para a pressão alta, quando a pressão está normal, se eu tirar esse medicamento, a pressão vai voltar a subir.”
Por fim, respondendo sobre doses mais altas em estudo, a doutora comenta os dados recentes apresentados em congresso internacional. “No ADA, que foi um congresso de diabetes americano, agora no primeiro semestre, saíram os resultados de um estudo com semaglutida na dose de 7,2mg por semana, ainda não aprovada no Brasil, que mostram que um em cada três pacientes perdeu ao menos 25% do peso corporal, mostrando que a resposta à medicação depende da dose também.”
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