Sites ilegais de bets disparam após proibição do governo Lula Zé Felipe se revolta após influenciador espalhar fake news sobre paternidade da filha Saiu do sigilo! Famosos assumem apoio a Lula e Flávio Bolsonaro após planilha vazar Imagem mostra última vez em que modelo Dandara Couto foi vista antes de desaparecer em SP
Sites ilegais de bets disparam após proibição do governo Lula Zé Felipe se revolta após influenciador espalhar fake news sobre paternidade da filha Saiu do sigilo! Famosos assumem apoio a Lula e Flávio Bolsonaro após planilha vazar Imagem mostra última vez em que modelo Dandara Couto foi vista antes de desaparecer em SP

Prosopagnosia: especialista explica o que é a “cegueira facial” que afeta Brad Pitt

Para explicar melhor o diagnóstico de Brad Pitt, o portal LeoDias conversou com o neurologista Dr. Carlos Regoto

Whatsapp telegram facebook twitter

          O relato de Brad Pitt sobre sofrer de prosopagnosia, condição conhecida popularmente como “cegueira facial”, voltou a chamar atenção para um transtorno neurológico ainda pouco conhecido pelo grande público. O ator revelou ter dificuldade para reconhecer rostos, inclusive de pessoas próximas, e afirmou temer ser visto como arrogante ou desinteressado por não identificar conhecidos em encontros do cotidiano. Apesar do apelido “cegueira facial”, a condição não está relacionada à visão, mas sim à maneira como o cérebro processa e reconhece faces. Para explicar melhor o diagnóstico do astro hollywoodiano, o portal LeoDias conversou com o neurologista Dr. Carlos Regoto.

          Segundo um estudo publicado em 2023 na revista científica Cortex, por pesquisadores da Harvard Medical School e do VA Boston Healthcare System, uma em cada 33 pessoas pode apresentar algum grau de prosopagnosia. A pesquisa aponta ainda que uma em cada 47 pessoas convive com a forma leve do transtorno, enquanto uma em cada 108 apresenta quadros graves.

          Veja as fotos

          Foto: Reprodução / FOX
          Brad PittFoto: Reprodução / FOX
          Reprodução/Sony Pictures
          Brad Pitt com Cliff Booth em "Era uma vez em... Hollywood"Reprodução/Sony Pictures
          Just Jared/Reprodução
          Brad Pitt com Cliff Booth na continuação de "Era uma vez em... Hollywood"Just Jared/Reprodução
          Reprodução/Sony Pictures
          Brad Pitt com Cliff Booth em "Era uma vez em... Hollywood"Reprodução/Sony Pictures
          Divulgação / Apple TV+
          Brad Pitt como protagonista de F1: O FilmeDivulgação / Apple TV+
          Warner/Divulgação
          Warner/Divulgação
          Reprodução / YouTube
          Brad PittReprodução / YouTube
          Reprodução
          Brad PittReprodução
          Reprodução
          Reprodução

          Segundo o especialista, “A prosopagnosia é condição neurológica adquirida ou congênita. Ela compromete a capacidade de reconhecer rostos, mesmo que seja alguém do convívio cotidiano. Dificuldade ou incapacidade de reconhecer rostos, como familiares, amigos ou até o próprio rosto no espelho em casos mais graves. A visão costuma estar preservada; o problema está no reconhecimento facial.”

          O médico explica ainda como a condição interfere nas relações sociais e profissionais. “A condição pode gerar dificuldades importantes na vida social e profissional. Muitas pessoas deixam de reconhecer colegas, amigos e até familiares em encontros do cotidiano, o que pode causar constrangimento, ansiedade e isolamento. Em muitos casos, o paciente passa a identificar as pessoas por outros elementos, como voz, cabelo, roupas ou jeito de andar.”

          De acordo com o neurologista, a dificuldade não está nos olhos, mas no processamento cerebral das imagens faciais. “O problema não está na visão em si, mas sim como o cérebro processa e identifica rostos. A pessoa consegue enxergar normalmente, identificar olhos, nariz e boca, mas o cérebro não consegue reconhecer aquele rosto como pertencente a alguém conhecido. A prosopagnosia é causada por anormalidades, danos ou comprometimento de uma parte do cérebro, áreas do lobo temporal e occipital, chamada giro fusiforme, que controla a percepção facial e a memória.”

          Sobre as causas da condição, o especialista afirma: “A prosopagnosia pode surgir após AVC, traumatismos cranianos, tumores ou doenças neurodegenerativas que afetem áreas do cérebro ligadas ao reconhecimento facial. Também existem casos congênitos, em que a pessoa nasce com a condição, sem uma lesão cerebral identificável.”

          Ele reforça ainda que o transtorno pode acompanhar o paciente desde a infância ou surgir ao longo da vida. “Sim. A forma congênita acompanha a pessoa desde a infância e muitas vezes só é percebida mais tarde, porque o paciente desenvolve estratégias para compensar a dificuldade. Já a forma adquirida aparece após danos cerebrais, especialmente em regiões responsáveis pelo reconhecimento de faces.”

          Ao diferenciar a prosopagnosia de esquecimentos comuns, o neurologista detalha: “A diferença essencial em relação a uma dificuldade comum de memória é que na prosopagnosia a falha é específica para rostos, a visão e a memória geral funcionam normal. A dificuldade é persistente e desproporcional. Diferente de uma distração ou “memória ruim”, o problema é específico para reconhecimento facial e costuma causar impacto funcional importante. O principal sintoma é a dificuldade persistente para reconhecer rostos familiares. Diferente do esquecimento comum, a memória global costuma estar preservada. A pessoa sabe quem é o indivíduo, mas não consegue identificá-lo apenas pela face, recorrendo a pistas secundárias para reconhecê-lo.”

          Sobre o diagnóstico, o especialista explica que o processo envolve diferentes etapas. “O diagnóstico requer uma combinação de avaliações neurológicas, associada a testes cognitivos específicos e estudos de imagem cerebral, como a Ressonância Magnética que pode ajudar a identificar lesões cerebrais associadas. Pesquisadores ressaltam que “a prevalência da doença depende dos critérios de diagnóstico, e atualmente não existe um critério amplamente aceito”.”

          Atualmente, não há cura para a condição. “Não existe cura para a prosopagnosia. O tratamento consiste no desenvolvimento de estratégias compensatórias para minimizar o impacto do transtorno no dia a dia. Em casos mais complexos, alguns pacientes podem se beneficiar de terapias cognitivas que os ajudem a encontrar formas de compensar a dificuldade no reconhecimento de rostos e a reduzir os impactos sociais e emocionais da condição”

          Já em relação à prevenção, o médico destaca: “Na forma congênita não há prevenção conhecida. Já nos casos adquiridos, o controle de fatores de risco pode ajudar a reduzir as chances de lesões cerebrais associadas à condição. A prevenção passa pelo controle dos riscos vasculares e neurológicos (hipertensão, diabetes, etc.). O diagnóstico e a orientação adequada também contribuem para minimizar os impactos no dia a dia. Um estudo de Harvard mostrou que a condição “não é tão rara quanto se pensava inicialmente”, com estimativas apontando que cerca de 1 em cada 33 pessoas nos EUA pode apresentar algum grau de cegueira facial. O diagnóstico precoce ajuda muito na adaptação social e emocional do paciente”

          Fique por dentro!

          Para ficar por dentro de tudo sobre o universo dos famosos e do entretenimento siga @leodias no Instagram.

          Agora também estamos no WhatsApp! Clique aqui e receba todas as notícias e conteúdos exclusivos em primeira mão.

          Whatsapp telegram facebook twitter