Síndrome do piriforme: especialista explica condição que causou fortes dores em Zé Felipe
O cantor compartilhou o diagnóstico nas redes sociais na última quarta-feira (28/10)
Zé Felipe usou as redes sociais para dividir com seguidores um diagnóstico que recebeu após passar por fortes dores. O filho de Leonardo contou que está tratando uma síndrome do piriforme, e gerou curiosidade nos fãs sobre a condição. Para entender melhor o quadro clínico do cantor, o portal LeoDias conversou com um especialista, que explicou o motivo da síndrome causar tamanho desconforto na região dos glúteos.
O ortopedista Isaías Chaves esclareceu que a condição causa um forte incômodo. “A síndrome do piriforme ocorre quando o músculo piriforme, localizado profundamente na nádega, sofre um espasmo, inflamação ou hipertrofia e comprime diretamente o nervo ciático que passa logo abaixo ou através dele. Essa compressão mecânica de um nervo grande e sensível gera uma dor profunda, intensa, em queimação ou choque na nádega, podendo irradiar por toda a parte posterior da perna”, disse.
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O especialista também orientou como diferenciar a síndrome do piriforme de um ou outro problema na coluna: “Os principais sintomas incluem dor profunda no glúteo, formigamento, dormência e piora ao sentar por longos períodos ou subir escadas. A diferenciação para a hérnia de disco é feita clinicamente porque a síndrome do piriforme tem origem no glúteo e não costuma piorar com tosse, espirro ou esforço para evacuar (situações que agravam a hérnia lombar), além de apresentar um ponto de dor muito localizado e sensível ao toque direto no centro da nádega”.
O médico ainda alertou sobre hábitos que podem desencadear a síndrome. “A condição é frequentemente desencadeada por passar longos períodos sentado (como o hábito de sentar com a carteira no bolso traseiro), pelo uso excessivo em corridas ou ciclismo sem o devido descanso, por alterações biomecânicas e assimetrias musculares, ou por traumas diretos decorrentes de quedas ou pancadas na região glútea”, pontuou.
O diagnóstico correto precisa ser feito com a avaliação médica. “É clínico e fundamentado no histórico detalhado do paciente. Conta com ajuda de testes físicos e manobras de consultório que tensionam o músculo para reproduzir a dor. A condição é facilmente confundida com outros problemas porque simula perfeitamente os sintomas de uma ciática de origem lombar ou de bursites, e também porque os exames de imagem convencionais costumam não mostrar alterações visíveis no músculo piriforme”, explicou o doutor.
A condição, porém, tem tratamento, e ele pode ser feito de diversas formas. “Na grande maioria dos casos, o tratamento conservador é mais do que suficiente e engloba sessões de fisioterapia, liberação miofascial, alongamentos direcionados para a rotação do quadril, uso de analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares. Em quadros persistentes, podem ser indicadas infiltrações locais com anestésicos ou toxina botulínica, ficando o tratamento cirúrgico reservado exclusivamente para situações extremas e refratárias”, destacou Isaías Chaves.
Por fim, o médico ortopedista orientou sobre como prevenir novas crises: “A síndrome pode retornar caso os fatores causadores e desequilíbrios musculares não sejam corrigidos em definitivo. Para prevenir novas crises, é recomendável evitar permanecer sentado por mais de 50a minutos seguidos sem se movimentar, abolir o hábito de carregar objetos no bolso traseiro da calça e manter o fortalecimento do core e dos músculos estabilizadores do quadril. Sinais de alerta que exigem avaliação médica imediata incluem perda progressiva de força na perna ou pé, alteração na sensibilidade da região genital e episódios de incontinência urinária ou fecal”.
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