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Virginia diz que filho tem 1 mês para falar: entenda quando é considerado atraso

Em entrevista ao portal LeoDias, a fonoaudióloga Ana Tereza Magalhães detalha os marcos do desenvolvimento da fala no 1º ano e orienta pais sobre quando procurar ajuda

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        Na última semana, Virginia Fonseca revelou em vídeo publicado nos stories que seu filho José Leonardo, que recém completou 1 ano, tem um mês para começar a falar pelo menos 5 palavras, prazo este estipulado pela médica que o acompanha. A fala da influenciadora levantou dúvidas entre pais sobre o que é esperado no desenvolvimento da linguagem infantil nessa fase e quando pode ser considerado realmente um atraso. Para explicar, o portal LeoDias conversou com a fonoaudióloga Dra. Ana Tereza Magalhães.

        Ao portal LeoDias, a especialista detalhou quais sinais são considerados dentro da normalidade e quando é hora de procurar avaliação profissional. Segundo a profissional, é por volta dos 12 meses que a criança começa a pronunciar as primeiras palavras com significado — como “mamãe”, “papai”, “água” ou “não”. “Pode haver variação: algumas falam mais cedo, aos 10 ou 11 meses, enquanto outras só a partir de 13 ou 14 meses. Os 12 meses são uma referência média comum”, explica.

        Veja as fotos

        Reprodução: Instagram/Virginia Fonseca
        Filho mais novo, José Leonardo, queria comer brigadeiro do bolo da irmã; Virginia mostra a reação do pequenoReprodução: Instagram/Virginia Fonseca
        Reprodução: Instagram @virginia
        Virginia faz homenagem para José Leonardo em seu aniversário de 1 ano.Reprodução: Instagram @virginia
        @danilogouveiaphotoart
        Separados, Zé Felipe e Virginia se encontraram para a festa de José Leonardo.@danilogouveiaphotoart
        Reprodução: Instagram
        Virginia celebra 11 meses de José LeonardoReprodução: Instagram
        Reprodução/Instagram
        Virginia celebra 11 meses de José LeonardoReprodução/Instagram
        Foto: Agência Brazil News
        José Leonardo, Zé Felipe, Virginia Fonseca, Maria Alice e Maria FlorFoto: Agência Brazil News
        Virginia Fonseca, Zé Felipe, Maria Alice, Maria Flor e José Leonardo - Foto: Rafael Manson/Reprodução
        Virginia Fonseca, Zé Felipe, Maria Alice, Maria Flor e José Leonardo - Foto: Rafael Manson/Reprodução

        A especialista também detalha os principais marcos de desenvolvimento da fala no primeiro ano de vida, tanto na compreensão quanto na produção de sons e palavras.

        De 0 a 3 meses:

        • Reage a sons intensos (sustos, piscadas, interrupção da mamada);
        • Acalma-se com a voz da mãe e responde a sons familiares
        • Se comunica por variações no choro e sons emitidos;
        • Sorri quando alguém fala de frente para ela.

        4 a 6 meses:

        • • Localiza sons lateralmente e se aquieta com a voz da mãe.
          • Grita e vocaliza como se estivesse “conversando”.
          • Produz sons vocálicos e sílabas repetitivas (/aaaaa/, /oooo/, /ppppp/).
          • Presta atenção quando alguém fala e responde com sons.]

        7 a 11 meses

        • Vira a cabeça em direção aos sons que chamam sua atenção.
        • Reage a sons suaves e reconhece quando é chamado pelo nome.
        • Produz balbucios variados (/bada/, /padadama/).
        • Repete palavras simples (“mamã”, “papá”), bate palmas, aponta e dá tchau.

        12 meses:

        • Localiza sons rapidamente, tanto fortes quanto suaves.
        • Compreende comandos simples (“manda beijo”, “dá tchau”).
        • Balbucia em resposta à fala dos adultos.
        • Pronuncia as primeiras palavras e imita ações de outras pessoas.
        • Reconhece o próprio nome e responde a ordens simples.

        Quando se preocupar

        Ana Tereza reforça que nem todo bebê de 1 ano precisa estar falando várias palavras, mas a ausência total de vocabulário aos 12 a 14 meses merece atenção. “Não é necessariamente motivo de preocupação grave, mas se a criança não usa nenhuma palavra com intenção, não balbucia, não responde ao próprio nome, nem utiliza gestos para se comunicar, é importante investigar”, alerta.

        A especialista acrescenta que o desenvolvimento deve ser avaliado como um processo contínuo, não apenas em um recorte de tempo. Entre os sinais que pedem acompanhamento estão:

        • Ausência de palavras significativas até 14 meses;
        • Falta de gestos ou de interação social;
        • Pouca ou nenhuma resposta a sons ou à voz;
        • Vocabulário muito restrito aos 18 meses;
        • Ausência de combinação de palavras até os 24 meses

        Possíveis causas do atraso

        A fonoaudióloga diz que o atraso na fala pode estar relacionado a diferentes fatores, que vão de condições médicas a questões emocionais. Entre eles:

        • Perda auditiva, mesmo leve;
        • Transtornos do desenvolvimento neurológico, como atraso cognitivo, paralisia cerebral, síndromes genéticas;
        • Tanstornos específicos de linguagem;
        • Problemas emocionais ou comportamentais, como ansiedade e isolamento;
        • Dificuldades motoras orais, que afetam a articulação;
        • Saúde geral: condições crônicas, infecções de ouvido frequentes, condições metabólicas ou neurológicas

        Como os pais podem estimular

        Apesar da preocupação, há muito que os pais podem fazer em casa para estimular a comunicação, segundo a especialista. Algumas orientações incluem:

        • Conversar bastante com a criança, nomeando objetos e descrevendo o cotidiano;
        • Ler livros ilustrados, mesmo para bebês;
        • Repetir e expandir as palavras ditas pela criança;
        • Usar gestos, expressões faciais e brincadeiras de imitação;
        • Responder às tentativas de comunicação, valorizando cada esforço;
        • Reduzir o tempo de telas e priorizar interações reais

        A importância da intervenção precoce

        Para Ana Tereza, quanto antes o atraso for identificado, maiores as chances de minimizar impactos. “O cérebro infantil tem alta plasticidade nos primeiros anos. A intervenção precoce favorece o desenvolvimento da linguagem, da socialização e até da autoestima da criança”, afirma.

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