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Cabrini vai ao local do acidente que matou cantor Rick e apura novos detalhes da tragédia

Reportagem do "Domingo Espetacular", da Record, revelou que a aeronave enfrentou nevoeiro, ventos fortes e voava em baixa altitude

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          A reportagem investigativa exibida pelo programa “Domingo Espetacular” neste domingo (27/9), na Record, trouxe novos detalhes sobre a queda do helicóptero que matou Rick Sollo e outras quatro pessoas em Santa Catarina. Roberto Cabrini foi até a região do acidente e apurou que, pela falta de determinados equipamentos, a aeronave não poderia realizar naquele momento um voo guiado por instrumentos. A informação se torna especialmente relevante diante das condições meteorológicas enfrentadas pouco antes da tragédia.

          Segundo a reportagem, o helicóptero voava em uma área montanhosa, a cerca de 1.750 metros de altitude, sob forte nebulosidade e ventos que teriam chegado a aproximadamente 80 km/h. Testemunhas ouvidas pelo jornalista relataram que a aeronave estava baixa e chegou a desaparecer em meio ao nevoeiro minutos antes da queda.

          Veja as fotos

          Crédito: Reprodução Instagram @domingoespetacular @camilabusnello
          Roberto Cabrini e Camila BusnelloCrédito: Reprodução Instagram @domingoespetacular @camilabusnello
          Crédito: Reprodução SBT
          Enterro do cantor Rick SolloCrédito: Reprodução SBT
          Crédito: Reprodução Instagram @ricksollo1
          Rick SolloCrédito: Reprodução Instagram @ricksollo1
          Crédito: Divulgação Força Aérea Brasileira
          O gravador Cockpit Voice Recorder (CVR), conhecido popularmente como “caixa-preta”Crédito: Divulgação Força Aérea Brasileira

          O morador Israel, que registrou uma das últimas imagens do helicóptero e também havia conversado com o portal LeoDias, contou à equipe que ouviu o barulho da aeronave e começou a filmar. Segundo ele, o helicóptero seguiu em direção às araucárias até sumir dentro da nebulosidade. Outro homem ouvido pela reportagem afirmou ter percebido que a aeronave fazia curvas em baixa altitude e parecia “desorientada”.

          A apuração também encontrou uma informação considerada importante para entender os minutos finais do voo. Próximo ao local da queda existe uma propriedade com uma pista de pouso e, segundo Cabrini, o helicóptero estaria a menos de um minuto de voo desse ponto. Um morador da região afirmou não compreender por que um pouso não teria sido realizado ali.

          A reportagem destacou ainda que não houve explosão após a colisão, algo que chamou a atenção das equipes que estiveram no local. Os destroços ficaram espalhados em uma região de mata fechada e de acesso difícil. O subtenente Teles, da Polícia Militar, que participou das buscas e da localização dos corpos, descreveu o impacto emocional da operação.

          Especialistas que acompanham a investigação utilizaram um scanner 3D para reconstruir a área do acidente e tentar estabelecer a trajetória da aeronave. De acordo com o perito Fernando Henrique Lonzetti, que acompanhou o trabalho, a tecnologia permitirá confrontar hipóteses com os vestígios encontrados e reconstruir a dinâmica do impacto.

          A hipótese destacada na reportagem é de que o helicóptero tenha entrado em uma área de nevoeiro enquanto voava baixo, embora a causa do acidente ainda não esteja oficialmente definida. O caso segue sob investigação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que analisa fatores meteorológicos, eventuais falhas mecânicas e aspectos humanos.

          O helicóptero, fabricado em 2001 e avaliado em cerca de R$ 10 milhões, tinha capacidade para sete pessoas. Segundo a reportagem, a aeronave possuía gravador de voz, equipamento que poderá ser decisivo para esclarecer o que ocorreu dentro da cabine nos instantes que antecederam o acidente.

          Além de Rick Sollo, morreram o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.

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