Felipe Simas fala como foi viver Daniel Cravinhos em “Tremembé”: “Sentimentos pesados”
O ator dará vida a um dos irmãos Cravinhos na série origal da Prime Vídeo, responsável pelo assassinato dos pais de Susane Von Richthofen
Felipe Simas esteve presente no Festival de Cinema do Rio, na noite desta quarta-feira (8/10), no Cinema Odeon, e conversou com a repórter do portal LeoDias, Monique Arruda, sobre interpretar o irmão Daniel Cravinhos, na nova série da Prime Vídeo “Tremembé”. O ator, que é cristão, afirmou que acredita que “sempre tem perdão” para aqueles que se arrependem genuinamente de seus crimes. Ele ainda relatou as dificuldades de fazer o personagem.
Apesar de não ter acompanhado a repercussão do caso na época do crime por estar morando nos Estados Unidos, Simas afirmou que o projeto foi intenso e nada simples: “Quando a gente recebe a proposta, a gente lê o roteiro, eu já respirei fundo porque eu acredito na entrega. A técnica é muito necessária, mas chega um momento em que a gente precisa entregar muito do que a gente é para a personagem. E é impossível não sair machucado de projetos como esse”.
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Apesar do clima intenso da produção, o ator contou que a relação e a convivência com Kelner Macêdo, que interpreta o irmão Cristian Cravinhos, foi de muita parceria: “Era de muito amor. Era uma convivência. Como eu falava com o Kelner agora, eu acho que eles se olharam e entenderam que eles precisavam se agarrar um ao outro e dependiam da vida um do outro. Eles tinham quase um sentimento de irmãos gêmeos, sabe? Eles pressentiam o que um tava sentindo. Quando você se torna cúmplice de um crime tão profundo como esse, eu acho que é um nível de confiança que normalmente a gente desconhece”.
“A gente estava retratando um fato, né? Então, você tirar a vida de uma outra pessoa ali, apesar de você entender que tudo não faz de conta naquele momento, o seu corpo não sabe disso. Você acaba estimulando o seu corpo a pensar que realmente está tirando a vida de uma outra pessoa. Então, a gente vai arquivando os sentimentos bem pesados”, contou sobre como foi gravar a cena em que retrata o assassinato dos pais de Susane Von Richthofen.
Felipe, que é cristão, acredita que apesar de um crime pesado, sempre terá o perdão divino. “Sempre tem perdão. Sempre existe uma porta para arrependimento. E quanto mais genuíno, mais sincero for, mais graças você recebe”, afirmou.
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