Aguinaldo Silva repete fórmula em nova trama com casal gay em “Três Graças”
Assim como aconteceu em "Senhora do Destino", Lorena (Alanis Guillen) e Eduarda (Gabriela Medvedovsky) só começarão a viver uma relação amorosa depois de dois meses de novela no ar
*As informações contidas neste texto são de responsabilidade dos colunistas e não expressam necessariamente a opinião do portal LeoDias.
Aguinaldo Silva sempre tratou com cautela e respeito a representação de casais gays na ficção. Não por acaso, em “Senhora do Destino” (2004), Jenifer (Bárbara Borges) e Eleonora (Mylla Christie) se tornaram personagens marcantes e ainda hoje são lembradas quando o assunto é diversidade na teledramaturgia. O público primeiro conheceu suas dores individuais, seus dilemas familiares e seus sonhos, para só depois se apegar ao romance entre elas. Foi esse cuidado que deu credibilidade à relação e a tornou inesquecível.
A fórmula volta agora em “Três Graças”, próxima novela das nove, que substituirá “Vale Tudo” a partir de 20 de outubro. Mais uma vez, Aguinaldo aposta na construção paciente das personagens antes de revelar o romance ao público. Lorena (Alanis Guillen), herdeira do clã Feretti, e Eduarda (Gabriela Medvedovsky), investigadora da polícia civil, só começarão a viver uma relação amorosa depois de dois meses de novela no ar. Até lá, o público será convidado a acompanhar suas trajetórias pessoais, seus dilemas e, sobretudo, o contraste entre seus mundos.
O conflito principal promete ser intenso: Feretti, patriarca vivido por Murilo Benício, não aceitará a presença de uma policial rondando seus negócios escusos. Para ele, a relação da filha com uma investigadora representa uma ameaça direta à família — e ele não medirá esforços para afastar as duas. Esse choque entre afeto e poder deve movimentar a trama e colocar o casal no centro de uma das linhas dramáticas mais fortes da novela.
A escolha de Alanis Guillen e Gabriela Medvedovski também sinaliza uma aposta da emissora em atrizes jovens, mas já consolidadas em papéis de destaque. Alanis foi protagonista em “Pantanal” (2022), enquanto Gabriela brilhou em “Malhação – Viva a Diferença” e em “Nos Tempos do Imperador”. Juntas, elas terão a missão de dar vida a um romance que, embora envolto em conflitos familiares e sociais, deve nascer sob a mesma lógica que fez de Jenifer e Eleonora um marco: primeiro se conquista o coração do público, depois se apresenta a história de amor.
Se depender da tradição de Aguinaldo Silva, a trama tem tudo para unir audiência e representatividade. Afinal, poucas vezes na televisão brasileira a construção de casais LGBTQIA+ foi tratada com tanto cuidado em meio ao melodrama clássico. “Três Graças” chega com a promessa de repetir esse acerto.
Fique por dentro!
Para ficar por dentro de tudo sobre o universo dos famosos e do entretenimento siga @leodias no Instagram.
Agora também estamos no WhatsApp! Clique aqui e receba todas as notícias e conteúdos exclusivos em primeira mão.