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Paul McCartney compara fim dos Beatles a uma demissão: “Foi muito assustador”

Aos 84 anos, músico relembrou o período após a separação da banda e contou que passou a beber enquanto tentava lidar com a mudança

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          Aos 84 anos, Paul McCartney relembrou o impacto do fim dos Beatles e comparou o encerramento da banda à sensação de perder o próprio emprego. Em conversa com o diretor Judd Apatow, publicada pela Variety, o músico contou que ficou sem saber qual seria seu próximo passo depois de deixar o grupo.

          “O que você faz depois dos Beatles? Os Beatles terminam, esse foi o único trabalho que você teve e, então, você não o tem mais. É como se tivesse sido demitido”, afirmou.

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          Os Beatles contarão com quatro filmes, cada um focado em um integrante: Paul McCartney, John Lennon, Ringo Starr e George HarrisonReprodução
          Crédito: Sony
          Paul Mescal como Paul McCartney para cinebiografia dos BeatlesCrédito: Sony
          Reprodução Instagram
          Reprodução Instagram

          A separação aconteceu em 1970, após anos de sucesso mundial. Segundo McCartney, o período seguinte foi marcado por solidão e pelo consumo excessivo de álcool. Na época, ele estava na Escócia com Linda McCartney e a família recém-formada.

          “Comecei a beber. Estava sozinho na Escócia, com uma pequena família recém-formada. Ninguém ia me repreender por beber demais… e foi muito divertido até deixar de ser”, contou.

          O cantor também revelou que precisou encontrar uma nova maneira de trabalhar depois do fim dos Beatles. A possibilidade de repetir a fórmula da antiga banda chegou a passar por sua cabeça, mas ele decidiu seguir outro caminho.

          “Foi muito assustador, porque sempre tive a união do grupo. Mas aí tive que descobrir como faria isso e tornar diferente. Esse era o truque. Porque pensei: ‘eu poderia escrever algumas músicas mais no estilo dos Beatles e chamar pessoas para imitá-las. Seríamos como uma banda cover dos Beatles.’… Mas tocar músicas dos Beatles, eu não faria isso”, disse.

          Nesse processo, Linda McCartney teve papel importante ao lado do músico. Ela o acompanhou no período de adaptação após o fim da banda e deu espaço para que ele lidasse com a separação e encontrasse uma nova direção artística. Linda morreu em 1998, aos 56 anos.

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