Auditor do TJD solicita no TCU o afastamento do presidente da FPF
Auditor solicitou o afastamento cautelar do presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, além dos vices Fernando Solleiro e Mauro Silva
A crise na Federação Paulista de Futebol atingiu novo patamar. Em denúncia enviada ao ministro Jorge Oliveira, do TCU, um auditor pediu o afastamento cautelar do presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, além dos vices Fernando Solleiro e Mauro Silva, e a suspensão imediata do contrato de R$ 7 milhões com a Petrobras.
A representação nasceu de documento protocolado em 22 de outubro pelo advogado Joel dos Passos Mello, do TJD-SP, que aponta possível irregularidade na renovação do convênio. Segundo ele, a Petrobras pode ter sido induzida a erro ao firmar o acordo supostamente em desacordo com a Lei Geral do Esporte, que regula repasses públicos.
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O centro da denúncia é uma alteração estatutária feita pela FPF em janeiro, permitindo três reconduções seguidas à presidência.
A mudança, segundo o documento, não foi divulgada de forma transparente, o que poderia tornar a entidade inelegível para recursos federais, informação que teria sido omitida da Petrobras.
O pedido ao TCU inclui três medidas imediatas: afastamento dos dirigentes, suspensão do convênio e auditoria completa sobre os repasses já realizados.
A parceria entre FPF e Petrobras teve início em 2024, por R$ 6 milhões, e foi renovada em 2025 para R$ 7 milhões, com vigência até 2026.
O portal LeoDias procurou a Federação Paulista de Futebol (FPF), a Petrobras, em busca de posicionamento sobre o assunto. O Tribunal de Contas da União (TCU), ainda não enviou um posicionamento. Assim, que houver uma resposta, essa matéria será atualizada.
Federação Paulista de Futebol
“A Federação Paulista de Futebol informa que é parceira da Petrobras desde 2024, com projetos específicos voltados ao futebol feminino. O contrato de patrocínio que formaliza essa parceria passou por criteriosa análise antes de ser firmado, em total conformidade com as normas de compliance de ambas as instituições.
É curioso que tal denúncia infundada venha a público em um momento pré-eleitoral da FPF, em que pessoas associadas a um passado lamentável do futebol brasileiro tentam, sem sucesso, angariar votos.
A FPF reafirma que atua com transparência e respeito à legislação, e que comprovará, quando citada, a improcedência da denúncia no curso das investigações.”
Petrobras
“O patrocínio da Petrobras ao desenvolvimento do futebol feminino paulista observou as regras de governança e conformidade da companhia na ocasião de sua assinatura. A Petrobras possui uma trajetória histórica de apoio ao esporte brasileiro. O patrocínio em questão está alinhado à estratégia da companhia de incentivo ao futebol feminino no país, por meio de investimentos que promovem o aumento do interesse e da visibilidade da categoria, promoção de competições, capacitação e aperfeiçoamento de atletas e demais profissionais da área, incentivo à formação de torcida, além de iniciativas de equidade, diversidade e inclusão.”
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