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Bad Bunny no Super Bowl: assim como outros colegas, artista não terá cachê, mas por que?

Porto-riquenho se apresenta no intervalo do duelo entre New England Patriots e Seattle Seahawks na final da NFL

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        O Super Bowl LX vai colocar New England Patriots e Seattle Seahawks frente a frente pela disputa do título da NFL, a liga de futebol americano dos EUA, neste domingo (8/2). Enquanto Drake Maye, Rhamondre Stevenson, Sam Darnold e Jaxon Smith-Njigba são os protagonistas da partida, fora das quatro linhas o destaque fica com Bad Bunny, principal atração do show do intervalo da 60ª edição do evento.

        O porto-riquenho, que venceu a categoria “Álbum do Ano” do Grammy 2026 neste domingo (2/2), se junta a outros nomes de peso do mundo da música que já se apresentaram no evento esportivo. É o caso de Bruno Mars, Beyoncé, Madonna, Eminem e até Michael Jackson. Outro fator comum entre esses nomes é que nenhum deles recebeu um centavo sequer da NFL pela apresentação — o que vai se repetir com Bunny.

        Veja as fotos

        Super Bowl
        RedeTV! transmitirá o Super Bowl ao vivo e com exclusividade na TV abertaSuper Bowl
        Crédito: Divulgação @grammys
        Bad Bunny fará shows em SP em 20 e 21 de fevereiroCrédito: Divulgação @grammys
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        Brasil será palco do primeiro jogo universitário de futebol americano da história da América do SulReprodução
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        Bad Bunny fez história ao vencer Álbum do Ano no Grammy 2026Crédito: TNT / HBO Max
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        Bad Bunny é processado em R$ 5 milhões por copiar imagem de casa em seus showsDivulgação

        Mas, afinal, o que justifica a ausência de pagamento em uma partida do tamanho do Super Bowl? O evento, considerado o espaço publicitário mais caro do planeta, tem números que justificariam quantias recordes aos artistas convidados:

        • 30 segundos de publicidade na transmissão do Super Bowl custam cerca de 10 milhões de dólares (R$ 50 milhões) na TV dos EUA;
        • Segundo estimativa do Sports Value, o total arrecadado com a partida pode chegar a 800 milhões de dólares (cerca de R$ 4,2 bilhões);
        • Em 2025, uma média 126 milhões de espectadores assistiram ao duelo entre Eagles e Chiefs nos EUA, superando o recorde de 2024, com 123,7 milhões de pessoas espectadores assistindo o Super Bowl entre Chiefs e 49ers;
        • O show do intervalo de 2025, protagonizado por Kendrick Lamar, teve 133,5 milhões de telespectadores em média, estabelecendo outro recorde para o evento.

        Ou seja, não faltam argumentos para que os artistas recebam uma bela quantia pela performance no “halftime show”, certo? Na verdade, é justamente o contrário. A explicação para a ausência de pagamento começa pelas normas da liga norte-americana estipulam que não haja cachê pela apresentação.

        A exceção fica por conta do valor de algumas centenas de dólares de sindicatos e custos relacionados à produção do show e despesas de viagem. Por exemplo: de acordo com a Sports Illustrade, o rapper Usher, atração intervalo do Super Bowl de 2024, recebeu “US$ 671 pela apresentação” e “cerca de US$ 1.800 pelos ensaios que antecederam o Super Bowl”.

        Por outro lado, as regras da NFL ainda não explicam porque artistas renomados e com faturamento na casa de dezenas de milhões de dólares aceitam subir no palco sem nenhum ganho financeira. A justificativa para isso está justamente nos números apresentados anteriormente.

        Segundo o Spotify, a música “Not Like Us”, de Kendrick Lamar, registrou um aumento de 430% nas reproduções após a apresentação do Super Bowl de 2025. Justin Timberlake, que se apresentou em 2018, comemorou um aumento de 534% nas vendas digitais no mesmo dia, enquanto Lady Gaga viu um crescimento de 1.000% após a apresentação em 2017.

        Madonna (2012), Maroon Five (2019), Shakira e Jeniffer Lopez (2020) e tantos outros também tiveram ganhos expressivos nas horas, dias ou semanas que sucederam a apresentação. A palavra chave neste caso é visibilidade. O ganho imediato é substituído pelo investimento no futuro. E certamente Bad Bunny, que faturou cerca de US$ 66 milhões em 2025, segundo a Forbes, deve seguir pelo mesmo caminho.

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