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CBF aprova lei “anticera” e novas regras para o Brasileirão; veja o que muda

Pacote aprovado pelos clubes começa a valer na 23ª rodada e prevê limites para reposições, atendimento médico e comunicação com a arbitragem

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          A CBF aprovou, nesta segunda-feira (10/8), em reunião com representantes dos 40 clubes das Séries A e B, um pacote de mudanças nas regras do futebol que será aplicado a partir da 23ª rodada do Brasileirão. A principal finalidade é aumentar o tempo efetivo de bola em jogo e reduzir as paralisações durante as partidas.

          Um estudo da CBF Academy, em parceria com a Opta, apontou que os jogos da Série A tiveram média de 52 minutos e 54 segundos de bola rolando. A entidade pretende elevar esse número para entre 57 e 58 minutos no curto prazo e chegar a 59 ou 60 minutos posteriormente.

          Veja as fotos

          Rafael Ribeiro/CBF
          Rafael Ribeiro/CBFRafael Ribeiro/CBF
          Reprodução / Instagram
          Samir XaudReprodução / Instagram
          Reprodução/Instagram/ @samir.xaud
          Samir XaudReprodução/Instagram/ @samir.xaud

          O que muda:

          Entre as novas regras, o goleiro terá oito segundos para permanecer com a bola nas mãos. Se ultrapassar o limite, o adversário ganhará um escanteio. Tiros de meta e laterais também terão prazo de cinco segundos para serem cobrados.

          Jogadores que receberem atendimento médico dentro de campo precisarão permanecer fora por um minuto antes de retornar. No caso dos goleiros, um jogador de linha da mesma equipe também terá de deixar o gramado pelo mesmo período. A medida não foi utilizada na Copa do Mundo e é uma das principais novidades do pacote.

          As substituições também terão limite: o atleta terá dez segundos para deixar o campo, sob risco de receber cartão amarelo caso demore além do permitido.

          A comunicação com a arbitragem será restrita aos capitães. Os demais jogadores deverão permanecer afastados durante as conversas. Além disso, cobrir a boca durante discussões com adversários poderá resultar em cartão vermelho, regra que ficou conhecida como “protocolo Vini Jr.”.

          O VAR também poderá revisar situações envolvendo um segundo cartão amarelo que resulte em expulsão. A revisão de escanteios que posteriormente resultem em gol ou pênalti, porém, só será permitida a partir de 2027.

          Aprovação:

          Quase todas as medidas foram aprovadas por 38 votos a 2. Grêmio e Vitória foram contrários à aplicação das mudanças ainda em 2026. A regra sobre cobrir a boca durante discussões teve votação mais apertada, com 26 votos favoráveis e 14 contrários.

          As alterações foram discutidas após a Copa do Mundo e serão implementadas pela CBF antes de se tornarem obrigatórias pela IFAB, que prevê a adoção do pacote a partir de 2027.

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