Conselheiros protocolam pedido de afastamento do presidente do São Paulo após escândalo
Caso que envolve suposta corrupção na exploração comercial de um dos camarotes do Morumbis em shows
Um caso de corrupção que envolve o suposta exploração comercial indevida de um dos camarotes do Morumbis pode derrubar o presidente do São Paulo, Júlio Casares. Um grupo de conselheiros do clube protocolou um pedido de afastamento do mandatário tricolor após o caso envolvendo membros da gestão ser revelado na manhã desta segunda-feira (15/12). A informação foi publicada pelo jornalista André Hernan.
Áudios divulgados pelo site Ge.globo expuseram um suposto esquema de venda ilegal de ingressos em um camarote do Morumbis durante shows realizados no começo de 2025. O caso envolve Douglas Schwartzmann, diretor adjunto da base, e Mara Casares, diretora feminina, cultural e de eventos do São Paulo, além de ex-esposa do atual presidente, Júlio Casares. Os dois teriam repassado de forma irregular o direito de uso de um camarote do estádio para uma intermediária, com fins comerciais.
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O camarote em questão, conhecido como “3A”, fica ao lado do espaço reservado à presidência do clube e teria sido cedido por Márcio Carlomagno, atual CEO do São Paulo e possível candidato à presidência na eleição de 2026, apoiado pela chapa de situação. O episódio ocorreu em fevereiro deste ano, durante o show da cantora colombiana Shakira no Morumbis.
O grupo de conselheiros compõe o grupo político “Movimento Salve o Tricolor Paulista” protocolou o pedido na tarde de hoje. No pedido, os membros do conselho delibetivo se disseram “consternados” com os detalhes divulgados. Além disso, no documento protocolado, está registrado que “os citados agentes ocupam cargos de elevada relevância na estrutura administrativa do clube” e que “o camarote (…) está localizado à frente da sala da Presidência do Clube, local físico em que o próprio Presidente Julio Casares e o Sr. Marcio Carlomagno trabalham diariamente.”
Saiba mais detalhes
O caso veio à tona a partir de um processo que tramita na 3ª Vara Cível do Foro Regional IX, Vila Prudente. Na ação, a empresária Rita de Cássia Adriana Prado afirma ter recebido de Schwartzmann e Mara o direito de explorar comercialmente o camarote. A partir disso, ela teria faturado mais de R$ 130 mil com a venda de ingressos, com valores superiores a R$ 2 mil por bilhete.
São Paulo se pronuncia
Após o escândalo ser divulgado, o clube emitiu uma nota sobre o ocorrido. O São Paulo informou que “realizará a devida apuração dos fatos”. Além disso, o tricolor paulista informou que os dirigentes envolvidos no escândalo Diego Schwartzmann e Mara Casares entraram com pedido de licença de seus cargos no clube.
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