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Técnico da Inglaterra critica protocolo da Fifa e vê vantagem do México nas oitavas

Thomas Tuchel afirma que regra da entidade impede estratégia ideal de adaptação à altitude, revela dores enfrentadas por Declan Rice e diz que delegação já se prepara até para possíveis fogos durante a madrugada

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          A preparação da Inglaterra para o confronto contra o México, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo, ganhou um ingrediente além das questões técnicas. Às vésperas do duelo deste domingo (5/7), no Estádio Azteca, o técnico Thomas Tuchel criticou publicamente um protocolo da Fifa que, segundo ele, coloca os ingleses em desvantagem diante dos donos da casa ao impedir o planejamento considerado ideal para enfrentar os efeitos da altitude da Cidade do México.

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          Além da preocupação com as condições ambientais, o treinador também revelou que o volante Declan Rice disputou boa parte da vitória sobre a RD Congo convivendo com fortes dores de origem neurológica na coxa. Ainda assim, demonstrou confiança na recuperação do meio-campista para a sequência do torneio.

          Veja as fotos

          Reprodução/@england
          O alemão Thomas Tuchel é o técnico da Seleção da Inglaterra.Reprodução/@england
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          A Inglaterra saiu atrás no placar, mas Harry Kane marcou duas vezes e garantiu a classificação aos ingleses.Reprodução/@england
          Crédito: Reprodução CazéTV
          Inglaterra x RD CongoCrédito: Reprodução CazéTV

          Altitude entra no centro das preocupações

          De acordo com Tuchel, a comissão técnica inglesa realizou um amplo estudo antes da fase eliminatória, consultando especialistas e equipes acostumadas a competir em grandes altitudes para definir a melhor estratégia de aclimatação.

          Segundo o treinador, a recomendação era clara: permanecer cerca de dez dias na Cidade do México antes da partida ou, na impossibilidade desse cenário, desembarcar apenas poucas horas antes do jogo para reduzir os impactos fisiológicos.

          O plano, porém, esbarrou nas regras da Fifa. A entidade determina que, a partir das oitavas de final, as seleções realizem o treino oficial na véspera da partida em um centro de treinamento próximo ao estádio, obrigando as delegações a chegarem antes do considerado ideal.

          Ao comentar a situação, Tuchel classificou o cenário como desfavorável para sua equipe: “A recomendação é viajar dez dias antes, o que é impossível para nós, ou viajar em cima da hora, o que não é permitido pela Fifa. Conversamos com equipes acostumadas a essas condições e elas disseram que, quando não conseguem se adaptar, chegam o mais tarde possível no dia do jogo. Precisamos encontrar um meio-termo, mas isso continua sendo uma desvantagem.”

          Na sequência, o treinador reforçou que a altitude pode alterar diretamente o comportamento da partida, inclusive pela influência sobre a trajetória da bola: “Sim, é uma enorme vantagem para o México. A bola vai voar de maneira diferente. Talvez percorra cinco jardas a mais. É algo difícil e precisamos adquirir essa experiência.”

          Rice atuou no sacrifício

          Outro assunto abordado pelo comandante inglês foi a situação física de Declan Rice. Segundo Tuchel, o volante já convive com dores neurológicas na coxa desde o fim do ano passado e voltou a sentir o problema durante a vitória por 2 a 1 sobre a RD Congo.

          Mesmo enfrentando desconforto, o jogador permaneceu em campo durante boa parte da partida e só deixou o gramado nos minutos finais.

          O treinador revelou o diálogo que teve com Rice após o confronto e elogiou a postura do atleta: “Perguntei ao Declan como ele estava. Ele respondeu: “Consigo fazer isso pela equipe, mas estou com muita dor”. Quando o Declan diz que está com muita dor, você sabe que ele realmente está sofrendo. Ele ficou agradecido por termos feito a substituição, mas depois afirmou que não é uma lesão. É uma dor neuropática e acredito que ele vai se recuperar.”

          A expectativa da comissão técnica é de que o volante esteja disponível para enfrentar os mexicanos.

          Segurança também entra na pauta

          A Inglaterra também acompanha de perto o esquema de segurança antes da chegada à Cidade do México. O tema ganhou força após a reclamação apresentada pelo Equador à Fifa sobre fogos de artifício disparados durante a madrugada em frente ao hotel da delegação antes do duelo contra a seleção mexicana.

          Questionado se teme uma situação semelhante, Tuchel respondeu em tom descontraído, mas afirmou que a equipe já trabalha com essa possibilidade: “Estamos preparados para isso, mas o que podemos fazer? Sim, vamos providenciar. Estou preparado para tudo.”

          Enquanto tenta superar os desafios impostos pela altitude, pelas condições físicas do elenco e até pelas preocupações extracampo, a Inglaterra finaliza a preparação para enfrentar o México em busca de uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo.

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