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Entre crises e fracassos: A Seleção Brasileira e o colapso nas Eliminatórias de 2026

De goleadas históricas a crises internas, a trajetória da equipe nacional reflete um ciclo de fracassos sem precedentes

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          A Seleção Brasileira de Futebol atravessa o pior momento de sua história. Com o péssimo desempenho nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, a equipe encerrou a campanha em quinto lugar, somando apenas 28 pontos, e ficaria de fora da classificação direta para o torneio pela primeira vez desde 2002, caso o formato do Mundial não tivesse aumentado o número de participantes. Além disso, o ano de 2023 registrou o pior aproveitamento desde 1940, e a gestão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) foi marcada por escândalos que abalaram ainda mais a imagem da entidade.

          A Seleção no fundo do poço

          O Brasil iniciou as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026 com expectativas elevadas, como sempre, mas rapidamente se viu em uma espiral descendente. A campanha histórica começou com uma derrota para a Colômbia em Barranquilla, em novembro de 2023, a primeira da Seleção Brasileira contra os colombianos nas Eliminatórias sul-americanas. Pouco depois, em outubro de 2023, o time sofreu uma derrota por 2 a 0 para o Uruguai, quebrando uma invencibilidade de mais de 20 anos contra os uruguaios. Esses resultados negativos marcaram o início de uma sequência de três derrotas consecutivas, algo inédito na história das Eliminatórias.

          Veja as fotos

          rafaelribeirorio/CBF
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          @rafaelribeirorio/CBF
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          Reprodução
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          Reprodução/Instagram/ @samir.xaud
          Samir XaudReprodução/Instagram/ @samir.xaud

          Em março de 2023, a Seleção enfrentou Marrocos e Senegal em amistosos internacionais. A derrota para Marrocos por 2 a 1 foi seguida por outra derrota, desta vez para Senegal por 4 a 2. Esses resultados fizeram com que o Brasil perdesse para duas seleções africanas no mesmo ano pela primeira vez em sua história. Antes disso, a Seleção havia perdido apenas duas vezes para seleções africanas em 109 anos de história: para Camarões em 2003 e na Copa do Mundo de 2022.

          A campanha nas Eliminatórias para 2026 culminou com o Brasil terminando em quinto lugar, somando apenas 28 pontos, 10 a menos que a campeã Argentina. Essa posição representou o pior desempenho da Seleção desde que as Eliminatórias passaram a ter o atual formato, com os 10 times se enfrentando em turno e returno, antes da Copa de 1998. Além disso, foi a primeira vez que o Brasil não terminou como líder desde 2002.

          Gestão Conturbada e Crises na CBF

          O cenário dentro de campo foi apenas um reflexo das turbulências fora dele. A gestão de Ednaldo Rodrigues à frente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) foi marcada por uma série de polêmicas que abalaram a credibilidade da entidade. Em 2023, Ednaldo foi afastado da presidência da CBF por determinação judicial, mas retornou ao cargo após uma liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

          No entanto, uma grave denúncia surgiu: segundo um laudo pericial, a assinatura do dirigente Coronel Nunes no documento do acordo teria sido falsificada. Além disso, um escândalo de espionagem interna foi revelado pelo portal LeoDias, com câmeras escondidas instaladas na sede da CBF para monitorar funcionários, membros da diretoria, treinadores e jornalistas.

          Em relação ao comando técnico da Seleção, a instabilidade foi evidente. Após a saída de Tite, a Seleção passou a ser comandada por Ramon Menezes, Fernando Diniz e, posteriormente, Dorival Júnior. A tentativa de contratar o italiano Carlo Ancelotti fracassou no período Ednaldo, e os interinos não conseguiram estabilizar a equipe. A derrota por 4 a 1 para a Argentina em Buenos Aires, em março de 2024, foi o ponto culminante dessa fase de incertezas.

          O pior ano desde 1940″

          O ano de 2023 entrou para a história como o pior desde 1940 para a Seleção Brasileira. Com três vitórias, um empate e cinco derrotas, o time teve um aproveitamento de apenas 37%, o mais baixo desde a década de 1940. Além disso, a equipe sofreu a maior goleada de sua história nas Eliminatórias, por 4 a 1 para a Argentina, em Buenos Aires. Esse vexame também representou a pior derrota para os argentinos em 61 anos.

          Outro dado alarmante foi a quantidade de gols sofridos pela Seleção. Com os quatro gols levados no Monumental de Núñez, a equipe de Dorival Júnior sofreu o mesmo número de gols que em toda a campanha das Eliminatórias de 2022, sob o comando de Tite. Além disso, o Brasil sofreu dois gols em menos de 15 minutos pela primeira vez em 70 anos.

          O futuro incerto

          Mesmo classificada para a Copa do Mundo de 2026, a Seleção Brasileira enfrenta um futuro incerto. A contratação de Carlo Ancelotti, anunciada com grande entusiasmo, ainda não trouxe o desempenho esperado. A equipe continua a lutar para recuperar sua posição de destaque no cenário internacional. Enquanto isso, a Confederação Brasileira de Futebol tenta se reerguer após os escândalos que marcaram a gestão de Ednaldo Rodrigues.

          A história recente da Seleção Brasileira é um reflexo de como crises internas, falta de planejamento e instabilidade podem afetar o desempenho de uma equipe de elite. O desafio agora é reconstruir a confiança e a competitividade da equipe, para que o Brasil volte a ser protagonista no futebol mundial.

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