Ex-ídolo do Palmeiras, Valdivia pode pegar 22 anos de prisão por acusações de abuso sexual
Promotoria chilena concluiu investigação sobre denúncias feitas por duas mulheres em 2024; ex-jogador nega as acusações e afirma que as relações foram consensuais
Alerta de gatilho: Esta reportagem aborda denúncias de violência sexual e pode causar desconforto emocional. Se você foi vítima ou conhece alguém que esteja passando por essa situação, procure ajuda. No Brasil, é possível buscar orientação e acolhimento pelo Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, ou denunciar uma emergência pelo 190, da Polícia Militar. O atendimento médico e psicológico também está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O ex-jogador Jorge Valdivia, que defendeu o Palmeiras em duas passagens, entre 2006 e 2008 e de 2010 a 2015, pode ser condenado a 22 anos de prisão no Chile. O Ministério Público do país apresentou o pedido na terça-feira (3/11), após concluir uma investigação sobre duas denúncias de crimes sexuais que teriam ocorrido em outubro de 2024.
De acordo com o jornal chileno Meganoticias, a promotoria pede 12 anos de prisão por uma acusação de estupro e outros 10 por abuso sexual.
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Entenda as denúncias
A primeira denúncia foi registrada por uma tatuadora em 20 de outubro de 2024. Segundo o relato, ela encontrou Valdivia em um restaurante no município de Providencia, em Santiago. Após comer e consumir bebidas alcoólicas com o ex-jogador, afirmou ter perdido a memória do que aconteceu. Mais tarde, soube que havia mantido relações sexuais com ele.
A segunda mulher procurou as autoridades em 22 de outubro daquele ano. Ela denunciou um suposto caso de violência sexual ocorrido entre a noite de 17 e a madrugada de 18 de outubro, após um encontro com Valdivia no restaurante El Toro, em Vitacura.
Defesa de Valdivia nega acusações
A defesa do ex-jogador afirma que os dois encontros foram consensuais. Sobre a primeira denúncia, os advogados alegam que Valdivia e a mulher já haviam se encontrado anteriormente e combinado de ir a um restaurante. Depois, segundo a versão apresentada, seguiram para o apartamento do atleta a convite dela.
Em relação ao segundo caso, os representantes também negam a ocorrência de crime e afirmam que registros de vídeo feitos antes e depois do encontro apoiariam a versão do ex-jogador.
Em nota, o advogado Marco Antonio Muñiz da Costa Junior ressaltou que as acusações precisam ser analisadas com base nas provas e que Valdivia tem o direito de apresentar sua versão à Justiça. O ex-atleta nega ter cometido os crimes e ainda não foi condenado.
Ex-companheira está entre as testemunhas
A ex-deputada Maite Orsini, que teve um relacionamento com Valdivia, foi indicada pelo Ministério Público como testemunha. Segundo a promotoria, os dois trocaram mensagens enquanto o ex-jogador estava com uma das mulheres que o denunciaram. As conversas podem ajudar a esclarecer a sequência dos acontecimentos.
Vale lembrar que Jorge Valdivia já foi preso preventivamente em duas ocasiões no Chile, entre outubro de 2024 e janeiro de 2025, durante as investigações das denúncias.
Valdivia fez história com a camisa da seleção chilena, sendo o camisa 10 da equipe que conquistou o bicampeonato da Copa América sobre a Argentina de Messi, em 2015 e 2016. Ele é considerado um dos grandes nomes do futebol chileno, ao lado do goleiro Cláudio Bravo, do meio-campista Arturo Vidal e do atacante Alexis Sánchez.
No Brasil, virou ídolo do Palmeiras. No total, foram 241 jogos pelo Porco, com 41 gols e três títulos: Campeonato Paulista (2008) e Copa do Brasil (2012 e 2015).
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