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Ex-jogador do Corinthians e Santos é preso pela 5ª vez por fraude em apostas. Entenda!

Piá foi revelado como um dos grandes nomes da Associação Atlética Ponte Preta, e também atuou no Internacional, Santos e Corinthians ao longo da carreira

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          O ex-jogador de futebol Reginaldo Rivelino Jandoso, mais conhecido como Piá, de 52 anos, foi preso pela quinta vez na noite desta segunda-feira (2/3), em Sumaré, no interior paulista, como cumprimento de um mandado de prisão relacionado a um processo por fraude envolvendo apostas esportivas.

          Piá foi revelado como um dos grandes nomes da Associação Atlética Ponte Preta, e também atuou no Internacional, Santos e Corinthians ao longo da carreira.

          Veja as fotos

          Foto: Reprodução/EPTV
          Piá no início da carreira como jogador no Ponte PretaFoto: Reprodução/EPTV
          Foto: Reprodução/EPTV
          Ex-jogador Piá é preso em Sumaré após fugir da Polícia MilitarFoto: Reprodução/EPTV
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          Piá no Santos
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          Piá no Corinthians
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          Piá no Corinthians
          Foto: Reprodução/EPTV
          Ex-jogador Piá é preso em Sumaré após fugir da Polícia MilitarFoto: Reprodução/EPTV

          A abordagem ocorreu por volta das 21h, na Rua Romilda Tomazin Borro, dentro do Condomínio Real Park, durante uma ronda do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep). Conforme relato dos agentes, o ex-jogador dirigia um VW Polo e demonstrou comportamento suspeito ao perceber a presença da viatura, tentando alterar o trajeto.

          Os policiais acionaram sinais sonoros e luminosos para ordenar a parada, mas Piá tentou escapar e acabou rompendo a cancela de acesso ao condomínio. Após a interceptação, nada de irregular foi encontrado no veículo ou com o ex-atleta.

          Segundo os agentes, ele admitiu que tentou fugir por saber que era alvo de mandado judicial. Piá foi conduzido ao plantão policial de Sumaré, onde permaneceu à disposição da Justiça. Desde o encerramento da carreira nos gramados, no fim de 2023, ele atua como empresário no ramo esportivo.

          A defesa informou, por meio de nota, que a ordem de prisão está ligada a um processo iniciado em 2018. Na ocasião, ele foi sentenciado pela 3ª Vara Criminal de Limeira a 2 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão em regime fechado.

          “Desde a instauração da ação penal não houve cometimento de fato criminal novo, Reginaldo encontra-se perfeitamente integrado ao convívio social, trabalha na gestão de atletas de futebol, trabalha com crianças carentes em um projeto social da região, é pai de uma menina de 6 anos, possui comorbidades que exigem tratamento especial constante”, diz a nota.

          O ex-jogador já havia sido preso outras quatro vezes por envolvimento em furtos a caixas eletrônicos. Ele cumpriu duas penas anteriormente: uma de 1 ano e 4 meses em regime aberto, em agosto de 2016, e outra de 2 anos de reclusão, sendo 1 ano e 7 meses em regime fechado, com o restante em regime semiaberto.

          Relembre o caso

          O caso que resultou na condenação remonta a 2018, período em que Piá integrava o departamento de futebol do Independente Futebol Clube. À época, o Ministério Público apresentou denúncia apontando que ele teria oferecido entre R$ 3 mil e R$ 7 mil a um goleiro da equipe para facilitar gols em confronto diante do Comercial Futebol Clube, válido pela quarta divisão do Campeonato Paulista. A partida terminou empatada em 0 a 0.

          Embora tenha negado envolvimento, Piá foi condenado em agosto de 2022 pelo juiz Rafael da Cruz Gouveia Linardi, da 3ª Vara Criminal de Limeira. A decisão enquadrou o ex-atleta no crime previsto no Estatuto do Torcedor por prometer vantagem indevida com o intuito de interferir no resultado de competição esportiva.

          Em julho de 2025, a sentença chegou a ser anulada em primeira instância pelo juiz Rudi Hiroshi Shinen, também da 3ª Vara Criminal de Limeira, após pedido de indulto formulado pela defesa com base em decreto presidencial de 2022. Na ocasião, o magistrado considerou que o ex-jogador preenchia os requisitos previstos no artigo 5º da norma, que autoriza o benefício “às pessoas condenadas por crime cuja pena privativa de liberdade máxima em abstrato não seja superior a cinco anos”. Piá aguardava o desfecho do recurso em liberdade.

          Posteriormente, o próprio Ministério Público recorreu da decisão. Em janeiro de 2026, houve mudança de entendimento judicial, com a revogação da anulação anteriormente concedida, o que restabeleceu o mandado de prisão que culminou na detenção desta semana.

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