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Mancha Verde pede saída de Abel Ferreira após derrota do Palmeiras: “Já deu”

Organizada critica desempenho do time, questiona postura de Abel Ferreira e dispara contra Leila Pereira e Anderson Barros após revés diante do Cerro Porteño

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          A derrota do Palmeiras para o Cerro Porteño por 1 a 0, nesta quarta-feira (20/5), pela fase de grupos da Libertadores, provocou forte reação da Mancha Verde. Horas após o resultado no Allianz Parque, a principal organizada do clube publicou um longo manifesto nas redes sociais pedindo a saída do técnico Abel Ferreira.

          Logo na abertura da publicação, a torcida resumiu o tom do posicionamento com uma mensagem direta ao treinador português: “OBRIGADO, ABEL. JÁ DEU. TCHAU.”

          Veja as fotos

          Foto: Cesar Greco/Palmeiras
          Técnico Abel Ferreira, do Palmeiras, comanda o treino em Lima, no PeruFoto: Cesar Greco/Palmeiras
          Reprodução
          Abel FerreiraReprodução
          Foto: Cesar Greco/Palmeiras
          O técnico Abel Ferreira, da SE Palmeiras, em jogo contra a equipe do Botafogo FR, durante partida válida pela vigésima rodada, do Campeonato Brasileiro, Série A, no Esteadio Nilton SantosFoto: Cesar Greco/Palmeiras

          Na sequência, a Mancha Verde utilizou a metáfora da “Fata Morgana”, fenômeno conhecido por criar ilusões semelhantes a miragens, para definir a percepção da torcida sobre o momento vivido pelo Palmeiras nos últimos anos.

          “A lenda da Fata Morgana fala sobre miragens: você olha de longe, parece grandioso, parece real… mas quando chega perto, não existe nada”, escreveu a organizada. “Esse é o Palmeiras dos últimos três anos”, completou.

          O texto afirma que os resultados recentes esconderam problemas de desempenho dentro de campo e cita campanhas consideradas insuficientes em jogos decisivos: “Os números mostram liderança, invencibilidade, campanhas ‘históricas’. Mas quando chega a hora da verdade, sobra vice, eliminação e, no máximo, um Paulista para tentar maquiar a realidade.”

          Críticas ao desempenho e postura de Abel

          Mesmo reconhecendo a trajetória de Abel Ferreira no clube, a organizada afirmou que o rendimento atual do time não acompanha o histórico vencedor do treinador.

          “Abel Ferreira, ninguém está apagando sua história. Seu passado vencedor sempre será lembrado. Mas também ninguém é obrigado a aceitar esse presente vergonhoso dentro de campo”, pontuou a torcida.

          A Mancha Verde também apontou críticas ao modelo de jogo apresentado pelo Palmeiras e responsabilizou diretamente a comissão técnica pelo momento da equipe: “O Palmeiras não joga bola há muito tempo. A diferença é que antes os resultados escondiam a bagunça.”

          Eles ainda mencionaram erros recorrentes da equipe que tem incomodado o torcedor: “Quem acompanha de perto já via um time perdido há meses: chutão para frente, cruzamentos sem sentido, jogadores fora de posição, time desorganizado, sem padrão tático, sem criatividade e sem reação. E tudo isso cai diretamente na conta do treinador.”

          Além das críticas táticas, a organizada também questionou o comportamento recente de Abel Ferreira fora das quatro linhas: “O Abel de hoje virou um técnico arrogante, desequilibrado e perdido. Expulsões infantis prejudicando o próprio time, coletivas agressivas, respostas debochadas e uma mania insuportável de procurar desculpas para tudo.”

          Em outro trecho do manifesto, a organizada afirmou que Abel Ferreira evita assumir responsabilidades pelo desempenho da equipe e criticou o comportamento do treinador nas entrevistas e à beira do campo.

          “Reclama da arbitragem, reclama do calendário, reclama do gramado, reclama da imprensa… mas assume raramente a responsabilidade pelo futebol ridículo que o Palmeiras apresenta. O time é mal treinado. Sem intensidade, sem jogada, sem alma e sem liderança. Um elenco caro, milionário, e joga um futebol pequeno”, afirmaram.

          Leila e Barros também viram alvo

          A publicação também direcionou críticas à presidente Leila Pereira e ao diretor de futebol Anderson Barros. Ao citar a dirigente, a organizada afirmou que o clube tem priorizado exposição e discurso em vez de resultados esportivos.

          “Leila Pereira. O Palmeiras não pode viver só de marketing e entrevistas. Nos seus dois mandatos, os títulos grandes passaram longe. Em jogos decisivos, faltou pulso, faltou comando e sobrou discurso. O Palmeiras virou um clube que fala muito e joga pouco”, constatam.

          Já sobre Anderson Barros, a Mancha Verde ironizou o dirigente ao comentar a montagem do elenco palmeirense: “Anderson Barros. Emagreceu depois do Mounjaro, mas a incompetência continua pesada. Foi ele quem montou esse elenco desequilibrado e sem peças de reposição.”

          Na sequência, a Mancha apontou os pontos fracos do time: “Um time sem laterais confiáveis, sem um meia criativo e com um banco fraco para um clube do tamanho do Palmeiras. “

          Elesco concluem opinando sobre possíveis caminhos mais promissores: “Temporada longa exige planejamento, exige contratação e exige competência.Jogador vai machucar, isso faz parte do futebol. Quem tem dinheiro precisa se preparar para isso.”

          Derrota tirou liderança do grupo

          Dentro de campo, o Palmeiras sofreu o gol da derrota logo no início do segundo tempo. Após contra-ataque pela direita, Fabrício Domínguez cruzou rasteiro para Pablo Vegetti completar para o gol.

          A equipe comandada por Abel Ferreira pressionou nos minutos finais e utilizou todas as substituições disponíveis, mas encontrou dificuldades diante do sistema defensivo do Cerro Porteño.

          Com o resultado, o Palmeiras permaneceu com oito pontos e perdeu a liderança do Grupo F da Libertadores para o clube paraguaio, que chegou aos nove pontos.

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