MP investiga mais de 50 gastos suspeitos de Andrés Sanchez com cartão do Corinthians
Ex-presidente prestou depoimento sobre despesas em joalheria e em Fernando de Noronha; clube tem 10 dias para responder solicitação
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitou ao Corinthians, entre os dias 26 e 29 de setembro, informações e justificativas sobre mais de 50 gastos realizados pelo ex-presidente Andrés Sanchez com o cartão corporativo do clube, entre 2018 e 2020, período de seu segundo mandato. O promotor Cassio Roberto Conserino, responsável pelo caso, estipulou prazo de dez dias corridos para que a diretoria alvinegra encaminhe as respostas. A investigação apura supostos gastos pessoais incompatíveis com a função de dirigente.
Objetivo da investigação
A intenção do MP é compreender quais despesas podem ser vinculadas à rotina de presidente de clube de futebol e quais seriam de caráter particular. A lista inclui mais de 50 movimentações consideradas suspeitas pelo órgão.
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De acordo com apuração da Gazeta Esportiva, o Corinthians recebeu a solicitação com surpresa. A diretoria afirma não possuir controle detalhado sobre todos os gastos de ex-dirigentes além das faturas já entregues. A tendência é o clube justificar a dificuldade em atender integralmente ao pedido.
Caso de Andrés será o primeiro a ir à Justiça
Conserino desmembrou as investigações envolvendo Andrés Sanchez, Duilio Monteiro Alves e Augusto Melo. O processo referente a Andrés deve ser o primeiro a resultar em denúncia apresentada à Justiça.
Depoimento do ex-presidente
Na quinta-feira (2/10), Andrés Sanchez prestou depoimento por videoconferência, em encontro que durou cerca de 15 minutos. O promotor questionou duas despesas específicas: cerca de R$ 5 mil em uma joalheria e quase R$ 7 mil em Fernando de Noronha, ambas em 2020.
Sobre os gastos no arquipélago, Andrés admitiu que usou o cartão do clube por engano. Segundo ele, estava embriagado e confundiu o cartão corporativo com outro de sua titularidade, também do Santander.
Em relação à joalheria, o ex-presidente declarou que adquiriu um relógio para presentear um membro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em reunião realizada na época. Ele considerou a prática comum no meio esportivo.
O advogado de Andrés solicitou dispensa da oitiva, alegando que as explicações já haviam sido apresentadas, mas o ex-dirigente optou por comparecer e prestar esclarecimentos.
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