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Prefeito de Milão chama ICE de “milícia que mata” após anúncio de envio aos Jogos de Inverno

Reação ocorre em meio a críticas à participação de agentes norte-americanos na segurança do evento italiano

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          A confirmação de que os Estados Unidos vão enviar agentes do Immigration and Customs Enforcement (ICE) para apoiar a segurança da delegação americana nos Jogos Olímpicos de Inverno Milano-Cortina 2026 provocou forte reação política na Itália.

          O ICE é uma agência do Departamento de Segurança Interna dos EUA frequentemente alvo de críticas por sua atuação em operações de imigração no país. A sua presença nos Jogos, que começam em 6 de fevereiro, foi justificada pelas autoridades americanas como parte de uma equipe maior que prestará apoio em segurança diplomática e na mitigação de riscos ligados a organizações criminosas transnacionais, sempre em coordenação com as autoridades italianas.

          Veja as fotos

          Reprodução/COB
          Brasil no desfile dos atletas em Pequim 2022Reprodução/COB
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          Lucas Pinheiro BraathenReprodução/@pinheiiiroo
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          Nicole SilveiraReprodução/@nicole__silveira

          Porém, a medida gerou protestos imediatos do prefeito de Milão, Giuseppe Sala, que definiu o ICE como “uma milícia que mata” e afirmou que os agentes “não são bem-vindos” na cidade que sediará a maior parte das competições de gelo. Sala questionou a necessidade da presença da agência, argumentando que ela não está alinhada com os métodos democráticos de segurança italianos e que o país poderia garantir a proteção sem esse apoio externo.

          O governo italiano tentou minimizar a controvérsia, com o ministro do Interior ressaltando que os agentes do ICE não exercerão funções de controle migratório ou policiamento nas ruas e que todas as operações permanecerão sob a autoridade italiana. O ministro das Relações Exteriores também apelou por uma resposta moderada.

          A discussão ocorre em meio a um clima de insatisfação pública com a imagem e atuação do ICE nos EUA, especialmente após episódios recentes de violência policial que provocaram críticas dentro e fora do país.

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