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Quem tem razão? Confira detalhes do embate político na Federação Paraense de Futebol

Documentos, laudos e acusações cruzadas expõem disputa entre oposição e presidência da FPF

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          O futebol paraense vive um de seus capítulos mais turbulentos nos bastidores da política interna que gere a modalidade no estado. No centro da disputa está Ricardo Gluck Paul, atual presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) e também vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Do outro lado, lideram as denúncias o advogado Luiz Omar Pinheiro, dirigente do Santa Rosa, clube de Belém, e pré-candidato à presidência da FPF, e o advogado Marco Pina, que representa o vice-presidente da federação Reginaldo Souza.

          A troca de acusações envolve documentos, notas fiscais, laudos periciais, ações judiciais e versões conflitantes, compondo um embate que mistura suspeitas de irregularidades e disputa política.

          O portal LeoDias obteve com exclusividade a documentação que compõe o conflito, além das petições, laudos, ofícios trocados entre as partes, e reconstituiu a sequência de fatos, as alegações e as defesas em ordem cronológica.

          Ao longo de junho e julho de 2025, a troca de acusações ganhou forma por meio de notificação extrajudicial, posts em coluna, linhas de transmissão, um laudo pericial, ofícios, um boletim de ocorrência e ações judiciais, num processo que mistura questionamentos técnicos sobre prestação de contas e disputas políticas por espaço no calendário eleitoral da federação.

          Veja as fotos

          Ricardo Gluck Paul, presidente da FPF e vice-presidente da CBF/Reprodução/CBF
          Ricardo Gluck Paul, presidente da FPF e vice-presidente da CBFRicardo Gluck Paul, presidente da FPF e vice-presidente da CBF/Reprodução/CBF
          Luiz Omar, pré-candidato a presidente da FPF e dirigente do clube Santa Rosa/Reprodução
          Luiz Omar, pré-candidato a presidente da FPF e dirigente do clube Santa RosaLuiz Omar, pré-candidato a presidente da FPF e dirigente do clube Santa Rosa/Reprodução
          Advogado Marco Pina e a Advogada Isis Guimarães, representantes do Reginaldo Souza/Reprodução
          Advogado Marco Pina e a Advogada Isis Guimarães, representantes do Reginaldo SouzaAdvogado Marco Pina e a Advogada Isis Guimarães, representantes do Reginaldo Souza/Reprodução

          A notificação que acendeu o conflito

          A sequência começou em 26 de junho, quando o Santa Rosa, clube dirigido por Luiz Omar, protocolou notificação extrajudicial exigindo “notas fiscais, contratos e demais documentos relativos à prestação de contas de 2024” com prazo de dois dias. Em publicações subsequentes, o dirigente afirmou haver “documentos que comprovam, por exemplo, pagamentos a quatro empresas de marketing, entre 2023 e 2024, que somam quase R$ 1 milhão” e afirmou que “a AGO (Assembleia Geral Ordinária) é pública e será gravada”.

          A FPF respondeu formalmente que o prazo era “dissociado de qualquer parâmetro legal”, invocou a Lei de Acesso à Informação e informou que as demonstrações financeiras de 2022, 2023 e 2024 estavam publicadas nos sites da CBF e da FPF, além de disponibilizar os demais documentos na sede, mediante agendamento.

          A tentativa de formar maioria e as procurações

          A oposição tentou buscar votos por procurações para compor o quórum na Assembleia Geral Ordinária (AGO) de prestação de contas. Segundo a defesa da FPF, havia uma operação de coleta de procurações com documentos padronizados e circulação por links e WhatsApp, o que teria como objetivo formar uma “maioria silenciosa” para reprovar as contas.

          Parte dessas procurações foi posteriormente cancelada por filiados que disseram ter assinado sem compreender o propósito, e a FPF afirma que, diante desses pedidos de cancelamento, a manobra não se consumou. A AGO foi remarcada para 30 de junho por ajustes na contabilidade; com o retorno de Ricardo para conduzir a sessão e com as procurações retiradas, as contas foram aprovadas por ampla maioria, com voto contrário apenas do Santa Rosa.

          As denúncias de Luiz Omar

          Em entrevista de 30 minutos concedida ao portal LeoDias e em documentos encaminhados à reportagem, Luiz Omar apresentou um conjunto de materiais que, segundo ele, comprovariam gestão temerária e favorecimento pessoal por parte do presidente da FPF.

          O que Luiz encaminhou: notas fiscais de compras de barris de chope emitidas pela empresa DSL Distribuidora, que tem como sócia Luciana Gluck Paul, esposa do presidente da federação; cópia do CNPJ e quadro societário da empresa, confirmando a participação de Luciana como sócia; histórico de pagamentos da FPF ao escritório jurídico da esposa do presidente, e procurações enviadas a clubes pelo e-mail oficial da presidência da FPF ([email protected]), autorizando terceiros a representarem filiados em assembleias para aprovação de contas. Ele ainda apresentou um Laudo pericial que aponta fraude em documentos contábeis, com datas manipuladas em balanços e pareceres.

          Um dos trechos mais contundentes do material está no laudo que afirma que o parecer do Conselho Fiscal da FPF foi elaborado em 1º de abril de 2025, antes da conclusão da auditoria independente (10 de abril de 2025) e do balanço patrimonial (23 de abril de 2025), o que, segundo o perito, comprometeria a legitimidade da aprovação das contas.

          Em conversa com a reportagem, Luiz reforçou suas críticas ao Ricardo, o descreveu como rival político, e demonstrou claramente que tem interesse de derrubá-lo apontando o que considera irregularidades sistemáticas.

          “O nosso concorrente, ele já falou que vai pra reeleição, não quer deixar nem aqui, nem lá, quer ficar na presença da CBF. Nós estamos nesse perrengue aí. Quando a gente parte pra uma disputa, pra uma eleição, a gente tem que atacar os pontos frágeis do cara”, disse.

          Luiz ainda detalhou a suposta manipulação da Assembleia de Prestação de Contas: “Ele baixou uma portaria nomeando o vice-presidente interino pra poder mudar a Assembleia. Mandou copiar e colar a assinatura do Regis no edital de convocação. Assembleia e ele voltou. Criou um link na internet e enviou 50 procurações para presidentes de Liga, para aprovar a conta dele. Os presidentes assinaram sem saber quem ele ia representar.”

          Ele destacou, também, problemas com a sequência de auditoria contábil: “O primeiro documento numa contabilidade, numa prestação de contas, é o balanço patrimonial fiscal; depois a auditoria independente dá o parecer; e por último o conselho fiscal. Ele fez tudo ao contrário. É irregular: pagamentos de coisas absurdas, pagamento de mídia de mais de 300 mil…”

          A ação judicial de Reginaldo Souza

          As denúncias também ganharam força institucional com a movimentação de um dos vices da FPF. O advogado Marco Pina, que representa o vice-presidente Reginaldo Souza, em parceria com a advogada Isis Guimarães, entrou com uma ação declaratória pedindo o afastamento imediato de Ricardo Gluck Paul.

          Em áudio enviado à reportagem, Pina explicou os fundamentos. Segundo a ação, haveria um conflito de interesses no acúmulo de cargos entre FPF e CBF, além de irregularidades na condução da federação local.

          “Nós vamos dar entrada em uma ação judicial pedindo o afastamento do presidente da Federação Paraense de Futebol, Ricardo Gluck Paul, e também a sua inelegibilidade por 10 anos. As razões são acúmulo de cargos na FPF e na CBF, gestão irregular e temerária, falta de transparência nas contas e fraude na convocação da Assembleia Geral de 30 de junho, além de violações ao estatuto da CBF”, disse o advogado.

          A resposta da FPF

          A Federação Paraense também apresentou sua versão. Em ofício enviado ao Santa Rosa, assinado pelo diretor jurídico Manoel André Cavalcante, a FPF rebateu as acusações de falta de transparência.

          A entidade alegou que o clube deu um prazo “irrazoável e sem amparo legal” de dois dias para apresentação de documentos, quando a Lei de Acesso à Informação garante até 20 dias. Também afirmou que as demonstrações financeiras de 2022, 2023 e 2024 já estavam publicadas no site da CBF e da própria federação, além de estarem disponíveis no Diário Oficial.

          “Os documentos solicitados estão acessíveis ao público e podem ser consultados na sede da FPF mediante agendamento”, diz trecho da resposta.

          O posicionamento de Ricardo Gluck Paul

          O próprio presidente da FPF e vice da CBF falou diretamente com a reportagem por telefone. Em tom cauteloso, ele classificou as denúncias como parte de uma “estratégia política” de opositores.

          “É uma situação de perseguição, de fabricação de notícias falsas e de pedidos em massa. Quando você analisa, percebe que já houve arquivamento de investigações pelo Ministério Público e pela polícia, mas as mesmas denúncias são repetidas”, afirmou Ricardo.

          Ele citou como exemplo a polêmica das notas fiscais da empresa da esposa: “Quando você lê aquilo, parece absurdo. Mas eu vou mostrar documento por documento. Nada do que vou apresentar estará sem comprovação”, disse.

          O dirigente criticou a atuação de Luiz Omar, que se apresenta como pré-candidato à presidência da federação. “Não existe eleição marcada. Ele se declarou candidato e começou a usar esse discurso. Vai ao Ministério Público, protocola uma denúncia e depois publica como se fosse investigação formal. Cria uma narrativa”, afirmou.

          Ricardo disse que a situação até envolveu arrependimento e desculpas de outro dirigente: “O Reginaldo Souza chegou a se arrepender de ter feito o pedido de renúncia da FPF. Ele me ligou, pediu desculpas. Isso mostra o quanto essa história tem nuances que vão além do que se publica.”

          O presidente da FPF também reforçou que as acusações apresentadas por Luiz Omar fazem parte de uma estratégia de disseminação de fake news: “As argumentações dele são todas estratégias de fake news. Estão sendo usadas para tentar me derrubar politicamente, mas tenho toda a documentação e a argumentação necessária para demonstrar que não há irregularidades.”

          Ricardo detalhou ainda a forma como as denúncias são levadas ao Ministério Público e depois distorcidas. “Ele protocola uma notícia de fato, o MP me ouve, arquiva, mas então ele vai à coluna dele e diz que a federação está sendo investigada. É tudo uma narrativa criada para confundir. Meu compromisso é com a verdade e a transparência, nada será publicado sem documentos que comprovem”, concluiu.

          Conflitos de narrativas

          Luiz Omar repetiu publicamente que há pagamentos e documentos que sustentam suas acusações e apontou valores e contratos que, segundo ele, justificariam a investigação. Em resposta formal, a FPF afirmou que “as demonstrações financeiras […] foram devidamente publicadas” e que “os documentos solicitados estão acessíveis ao público e podem ser consultados na sede da FPF mediante agendamento”, segundo trechos que constam em ofícios anexados ao processo.

          Em outra conversa exclusiva com a reportagem, o assessor da CBF, Leonardo Souza, avaliou que “essa história não para de pé e que já até foi arquivada”, afirmando confiar nos documentos que a defesa apresentaria.

          A perícia que contesta cronologias

          Entre os documentos apresentados pelos opositores há um laudo pericial que aponta inconsistências temporais: segundo o perito citado pelas representações, o parecer do Conselho Fiscal teria sido elaborado em 1º de abril de 2025, antes da conclusão da auditoria independente (10 de abril de 2025) e do balanço patrimonial (23 de abril de 2025), circunstância que, se comprovada, pode comprometer a ordem procedimental adotada na prestação de contas.

          A FPF e sua defesa contestaram a metodologia e requereram contraprovas, sustentando que pareceres técnicos e auditoria foram observados e que os documentos apresentados pelos opositores misturam períodos e arquivos de exercícios distintos.

          Esclarecimento técnico sobre auditoria e parecer do Conselho Fiscal

          Rodrigo Gluck, por sua vez, esclareceu ao portal LeoDias que a alegada inconsistência temporal apontada no laudo pericial não representa irregularidade. Segundo ele, “o Conselho Fiscal e a auditoria independente, realizam trabalhos distintos e independentes. Não existe obrigação de que um parecer seja emitido apenas após a conclusão do outro. A interpretação de que há um ‘lapso temporal’ entre os documentos é equivocada e pode gerar confusão”, constatou.

          O esclarecimento reforça que, do ponto de vista técnico-contábil, os pareceres são válidos, independentemente da sequência cronológica.

          O MP, a Polícia Civil e o arquivamento administrativo

          A 2ª Promotoria de Justiça de Tutela das Fundações instaurou Notícia de Fato e oficiou a FPF para manifestação. Após receber as respostas e verificar que o mesmo objeto estava sendo discutido em ações judiciais, a Promotoria decidiu pelo arquivamento administrativo, consignando que “o fato narrado já tinha sido objeto de investigação ou de ação judicial”, sem, porém, entrar no mérito das alegações.

          Paralelamente, a Polícia Civil também recebeu boletim relacionado à convocação da AGO e, após diligências e depoimentos, determinou o arquivamento do procedimento policial. A defesa da FPF anexa ao dossiê os despachos e inquéritos que registram esses arquivamentos como desfecho das investigações preliminares.

          O que os documentos comprovam e o que permanece em disputa

          Os papéis juntados ao processo demonstram que houve pagamentos e contratos registrados em notas fiscais e extratos, publicações de ofícios e comunicações formais entre as partes. A FPF disponibilizou, segundo a sua defesa, mais de seis mil páginas de documentos organizados até 30 de junho, atendendo ao pedido do próprio Santa Rosa no prazo solicitado.

          Em disputa permanecem: a interpretação da licitude de algumas contratações, a conformidade temporal entre auditoria, pareceres e balanços, e a validade das procurações e atos de assembleia. Em especial, a questão cronológica do laudo pericial e a autenticidade de assinaturas digitais constam como pontos que dependem de perícia adicional e decisão judicial.

          A versão da FPF: contexto, justificativas e anexos

          Em defesa encaminhada ao portal LeoDias, o presidente da FPF, Ricardo Gluck, descreveu o episódio como trama política e listou um contexto amplo: a ruptura com gestões anteriores, a herança de dívidas e o esforço de recuperação financeira, a ampliação das competições e investimentos locais, e a ascensão da vice-presidência da CBF em 2025. A peça resume a narrativa que atribui a ofensiva a um roteiro de “Fake News” e a tentativas de “transformar a eleição da FPF em palco de narrativas políticas”, apontando que Luiz Omar já se declarou pré-candidato.

          Sobre as acusações centrais, a defesa afirma que não houve contratação do escritório cujo CNPJ foi citado pelos denunciantes, apresentando contrato com outro escritório (Silveira & Brito) com vínculo formal desde 1º de julho de 2023, e sustenta que as aquisições de barris de chope foram parcerias pontuais, negociadas em condições vantajosas quando a federação enfrentava grave falta de liquidez, e cessaram após a estabilização financeira.

          O episódio do pedido de renúncia, o boletim e a contradição do vice

          A defesa registra que, durante a presidência interina exercida por Reginaldo Silva (16 a 28 de junho), este assinou a circular que alterou a data da AGO e presidiu atos administrativos. Posteriormente, Reginaldo teria registrado boletim de ocorrência alegando uso indevido de sua assinatura no edital publicado no site da FPF, afirmando não lembrar de ter autorizado o uso — versão que contraria documentos físicos e depoimentos que indicam autorização.

          Segundo a peça de defesa, a contestação só surgiu depois que o movimento de desaprovação das contas não logrou êxito. A Federação anexa ao dossiê a publicação do edital em jornais de grande circulação e cópia do inquérito policial que concluiu pelo arquivamento do procedimento.

          O laudo pericial: elemento técnico e controvérsia processual

          O laudo juntado pelos opositores é apresentado como peça técnica que questiona a sequência dos atos contábeis, mas a defesa alega que o documento foi produzido sobre elementos desconexos e que mistura exercícios diferentes.

          A FPF requereu contraprovas e anexou pareceres técnicos e documentos oficiais que, segundo sua versão, comprovam o cumprimento das etapas: elaboração do balanço patrimonial, auditoria independente e parecer do Conselho Fiscal.

          A divergência entre laudo e contraprova é central e deve ser dirimida em perícia judicial durante a instrução das ações que tramitam no Judiciário.

          O papel político: pré-candidaturas e acusações como instrumento eleitoral

          A defesa formula uma leitura política do episódio: acusa que a ofensiva foi articulada para criar instabilidade e abrir espaço para um projeto eleitoral, detalhando um roteiro em cinco etapas que, segundo o texto, prevê a produção de um fato artificial, a construção de credibilidade aparente, a coleta de procurações, a reprovação das contas e a imposição de renúncia e inelegibilidade.

          A FPF sustenta ainda que a utilização de notícias, colunas e linhas de transmissão teve caráter de campanha e que alguns documentos usados foram deslocados de contexto ou pertencem a exercícios diversos.

          O que já foi arquivado e o que seguirá ao Judiciário

          Ofícios, despachos e inquéritos juntados pela defesa registram arquivamentos em instâncias administrativas e policiais, mas a remessa das controvérsias ao Poder Judiciário permanece.

          A Promotoria arquivou administrativamente a Notícia de Fato alegando sobreposição de objeto com ações judiciais; a polícia arquivou procedimento relativo ao edital; a FPF afirma ter cumprido pedidos de documentos antes do prazo legal previsto na Lei de Acesso à Informação.

          Ainda assim, petições que pleiteiam afastamento e declaração de inelegibilidade foram protocoladas, e os autos agora exigem produção de prova pericial, cotejo de metadados e verificação de autenticidade de assinaturas.

          Próximos passos no caso

          Com o arquivamento administrativo, o debate seguirá majoritariamente nas varas onde tramitam as ações que pedem afastamento e declaração de inelegibilidade. As partes já formularam pedidos de produção de prova técnica e a instrução deverá incluir perícias contábeis, análise de metadados, verificação de assinaturas e depoimentos de testemunhas.

          O próximo capítulo do processo

          Com o arquivamento administrativo da Notícia de Fato, a controvérsia técnica e jurídica seguirá predominantemente pelas vias judiciais; os autos já reúnem perícias, contratos e manifestações que serão confrontadas em juízo. A FPF afirma que os documentos estão acessíveis e que prestará todos os esclarecimentos necessários. Os autores das representações mantém a denúncia e buscam na Justiça a declaração de irregularidade e as sanções cabíveis.

          A narrativa em disputa

          De um lado, há indícios concretos apresentados por opositores: notas fiscais, laudos periciais, pagamentos e procurações questionadas. De outro, há respostas formais e documentadas da FPF, sustentando que as informações financeiras são públicas e que parte das denúncias já foi arquivada em instâncias oficiais.

          O embate ganhou contornos de disputa política, já que a sucessão na federação ainda não foi oficialmente convocada. Enquanto acusações e defesas se multiplicam, o episódio expõe não apenas possíveis fragilidades de gestão, mas também os bastidores de poder que movimentam o futebol paraense e nacional.

          O que está em jogo

          O caso extrapola as fronteiras do Pará porque envolve um dirigente que também ocupa posição de destaque na CBF. A depender dos desdobramentos, a disputa pode ganhar dimensões maiores e pressionar o ambiente político do futebol brasileiro.

          Por ora, o que se tem são denúncias documentadas de um lado e defesa formal do outro. Caberá à Justiça, e não apenas às manchetes, esclarecer até onde vai a veracidade das acusações e o peso das respostas.

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