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Santos fecha 2º trimestre de 2025 com déficit de quase R$ 43 milhões; confira

Conselho Fiscal apresentou relatório a conselheiros e apontou necessidade de ajuste salarial e valorização da base

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          O Conselho Fiscal do Santos apresentou, nesta terça-feira (2/9), o Relatório Contábil Administrativo referente ao 2º trimestre de 2025 aos conselheiros do clube. O documento, ao qual a Gazeta Esportiva teve acesso, mostrou um déficit de R$ 42.991.396 no período. O valor é superior ao projetado pelo orçamento, que previa saldo negativo de R$ 38.823.657, diferença de 9,69%. No trimestre anterior, o clube já havia registrado um déficit de R$ 37,4 milhões.

          Receitas acima do previsto

          Segundo o relatório, a receita total do período alcançou R$ 123.731.899, superando a previsão orçamentária de R$ 81.716.548. Dentro desse montante, R$ 21.493.507 foram provenientes de venda de direitos federativos e empréstimos, operação que não estava prevista no orçamento original.

          Veja as fotos

          Divulgação/Santos
          Divulgação/Santos
          Foto: Divulgação/Santos Futebol Clube
          Neymar JrFoto: Divulgação/Santos Futebol Clube
          Reprodução/
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          Custos e despesas

          O custo operacional somou R$ 111.542.139, frente aos R$ 81.266.060 projetados. Desse total, a maior parte correspondeu a remuneração de salários e encargos, que chegaram a R$ 61.284.315, valor acima dos R$ 50.042.590 estipulados pelo planejamento. Já as despesas administrativas ficaram em R$ 13.014.823, abaixo da previsão de R$ 14.461.145.

          Elenco profissional em foco

          O relatório também destacou os gastos com o elenco profissional, que representam a principal fatia da folha de pagamentos, incluindo salários e direitos de imagem. Houve uma queda em comparação com o primeiro trimestre, resultado da reclassificação da despesa referente ao direito de imagem de Neymar, da pausa para o Mundial de Clubes, e da saída de jogadores como Soteldo, Gabriel Veron, Jair, Leo Godoy e Kevyson.

          Apesar dessa redução, o Conselho Fiscal avaliou que ainda é necessário um corte mais significativo na folha salarial. O órgão recomendou a adoção de um teto proporcional às receitas garantidas e a priorização de atletas formados nas categorias de base.

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