Luto no jornalismo: Wanda Chase morre após cirurgia aos 74 anos Funcionário afirma que Emicida foi interrompido em reunião de demissão de Fióti
Luto no jornalismo: Wanda Chase morre após cirurgia aos 74 anos Funcionário afirma que Emicida foi interrompido em reunião de demissão de Fióti

Conheça a empresa que está no centro da disputa entre Emicida e Fióti

Criada inicialmente para gerenciar a trajetória artística de Emicida, a LAB Fantasma expandiu suas atividades e alcançou um patamar inesperado

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          O rompimento profissional entre Emicida e seu irmão, o empresário Fióti, surpreendeu o cenário do rap nacional na última sexta-feira (28/3). Os dois, que sempre mantiveram discrição sobre suas vidas pessoais, agora enfrentam uma batalha judicial envolvendo a empresa que criaram juntos em 2009, a Laboratório Fantasma, como o portal LeoDias noticiou em primeira mão.

          A decisão veio a público quando Emicida divulgou um comunicado afirmando que seus interesses profissionais já não eram representados pelo irmão. Pouco depois, Fióti declarou que estava deixando a administração da empresa após 16 anos de dedicação e se preparando para um novo momento em sua carreira musical.

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          Fióti, Emicida e Drik BarbosaReprodução
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          Em comunicado, Fióti negou desvios de R$ 6 milhões em contas da "LAB Fantasma", denunciadas por Emicida em processo judicialReprodução
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          De projeto independente na periferia a marca de referência no mercado

          Criada inicialmente para gerenciar a trajetória artística de Emicida, a LAB Fantasma expandiu suas atividades e alcançou um patamar inesperado. O que começou como um projeto independente na periferia de São Paulo tornou-se uma marca de referência no mercado musical e da moda.

          Leandro Roque de Oliveira ficou conhecido como Emicida por seu talento nas batalhas de freestyle, onde seu improviso afiado conquistava vitórias e o apelido de “matador” de MCs.

          Em 2009, ele lançou sua primeira mixtape de forma independente: “Pra Quem Já Mordeu um Cachorro por Comida, até que Eu Cheguei Longe…”. A produção foi totalmente caseira, e as mais de 3 mil cópias vendidas no primeiro mês tinham capas dobradas manualmente. 

          O disco era distribuído diretamente pelo rapper e seu irmão nas ruas de São Paulo por R$ 2 cada. Assim surgia a Laboratório Fantasma.

          “Chamei uns de irmão quando nóis era sócio / Pensei ter feito amigos e tava fazendo negócios / Odeio vender algo que é tão meu / Mas se alguém vai ganhar grana com essa porra, então que seja eu / E os que não quer dinheiro, mano / É porque nunca viu a barriga roncar mais alto do que o eu te amo”, canta Emicida na música “Ooorra”.

          O projeto, que começou vendendo CDs e camisetas em shows, cresceu e se consolidou como uma marca de moda e entretenimento. Além de impulsionar a carreira de Emicida, a LAB lançou uma loja virtual e passou a representar artistas como Drik Barbosa e a escritora Dona Jacira, mãe dos irmãos.

          Em 2016, a empresa marcou presença no São Paulo Fashion Week, destacando-se com uma coleção inspirada em Yasuke, o samurai negro, e um casting composto majoritariamente por modelos negros. Ao longo dos anos, a LAB Fantasma organizou mais de 2 mil shows e atraiu cerca de 4,8 milhões de fãs até 2023.

          Conflito e disputa nos tribunais

          Após a separação profissional dos irmãos, muito se especulou sobre os motivos. Conforme divulgado com exclusividade pelo portal LeoDias, Emicida acusa Fióti de desviar R$ 6 milhões da LAB Fantasma, enquanto Fióti teria acionado a justiça para impedir o rapper de tomar decisões unilaterais sobre a companhia.

          Além disso, Fióti alega que foi impedido de acessar as contas da empresa e teve sua procuração de gestão revogada por Emicida. 

          Na última terça-feira (1º/04), Fióti divulgou uma nota pública negando qualquer irregularidade financeira. “(…) Evandro Fióti vem esclarecer: Nunca desviou qualquer valor da LAB Fantasma ou de empresas do grupo. Todas as movimentações feitas durante sua gestão foram transparentes, registradas e seguindo os procedimentos financeiros adotados pelos gestores, assim como as retiradas de lucros ao sócio e artista Emicida”.

          “Quem caminha comigo há mais de 18 anos à frente de projetos e equipes sabe da minha ética, transparência e honestidade — valores que trago de casa e que jamais trairei. É muito triste ver exposta a situação contratual e jurídica do grupo empresarial que fundei ao lado do meu irmão há 16 anos, assim como as complexas implicações familiares envolvidas. Apesar das divergências, sigo buscando resolver essa situação da forma mais respeitosa e justa possível, como sempre fiz.”, declarou em uma publicação.

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