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Malévola retorna ao Brasil após prisão no Egito e admite medo: “Tratada como lixo”

A influenciadora foi presa na última terça (20/10) após a divulgação de materiais dançando e fazendo gestos em locais públicos

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          Malévola Alves desembarcou no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na noite desta quinta-feira (22/10) após ser presa em Alexandria pelas autoridades do Egito. De volta ao Brasil, a influenciadora conversou com a repórter Cíntia Lima, do portal LeoDias, e lamentou a experiência negativa que viveu no local. Ela afirmou que foi “tratada como lixo” por ser uma mulher transexual em um país islâmico.

          “A gente ficou com muito medo no momento em que colocaram a gente em um camburão. A gente já não sabia mais para onde iam levar a gente. Quando entramos, só eram homens. Ficamos viajando por mais de três horas”, relatou ela, que estava acompanhada da amiga Bruna Mercatelli.

          Veja as fotos

          Foto: Reprodução/Instagram @malevolazx
          MalévolaFoto: Reprodução/Instagram @malevolazx
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          MalévolaFoto: Reprodução/Instagram @malevolazx
          Crédito: Reprodução Instagram @malevolazx
          Malévola AlvesCrédito: Reprodução Instagram @malevolazx
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          Malévola AlvesCrédito: Reprodução Instagram @malevolazx
          portal LeoDias
          Malévola Alvesportal LeoDias

          Ela falou que viveu uma incerteza no momento da detenção. “Não sabíamos se íamos para o aeroporto, estávamos sem passaporte, celular e não sabíamos se íamos para cadeia. Mas graças a Deus deu certo. Eu e minha amiga demos força uma para a outra e Deus nos abençoou muito”, continuou.

          Segundo a influenciadora, o tratamento foi dos piores. “A gente foi tratada como lixo e eu tive que ficar pelada. Eles viram meu órgão genital e quando eles viram que eu tinha uma vagina, o tratamento mudou. Começaram a tratar a gente bem”, afirmou.

          “Muito se fala na internet que [a prisão] foi por conta dos nossos atos, mas não. Foi porque somos trans e lá é um país islâmico e eles tratam pessoas LGBTs como lixos”, concluiu Malávola Alves.

          A prisão aconteceu na última terça (20/10) após a divulgação de materiais em que elas apareciam dançando e fazendo gestos em locais públicos, o que acabou sendo classificado como obscenos pelas leis de costumes locais e serviram de estopim para a intervenção policial. As duas foram soltas depois do pagamento de cerca de R$ 10 mil em fiança.

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