Eduardo Costa revela que passou fome na infância e vendia picolés para ajudar a família
Em entrevista a Leo Dias no “Jornal dos Famosos”, da LeoDias TV, cantor relembrou a mudança da roça para a cidade, a falta de alimentos em casa e o trabalho nas ruas para ajudar a família
Eduardo Costa abriu o coração ao relembrar um dos períodos mais difíceis de sua vida: a infância marcada pela pobreza e pela falta de comida em casa. Em entrevista a Leo Dias no programa “Jornal dos Famosos”, exibido na quinta-feira (22), na LeoDias TV, o cantor contou que precisou vender alimentos nas ruas ainda criança para ajudar a família a sobreviver.
Ao recordar os primeiros anos de vida na roça, Eduardo explicou que, apesar de a família não ter dinheiro, havia comida à mesa e condições mais dignas de sobrevivência. A situação, segundo ele, mudou drasticamente após a mudança para a cidade.
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“Então a minha infância na roça, Leo, nós não tínhamos dinheiro. Mas roça, você tem dignidade, você tem comida, você tem bolo, pão, arroz, feijão, frango, carne”, relatou.
A mudança aconteceu em meio a um período delicado para a família. Segundo o cantor, a mãe enfrentava uma depressão grave, que dificultava sua permanência na zona rural. A família se mudou para Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Foi nesse novo cenário que Eduardo conheceu a realidade da fome e da falta de condições básicas. “Ali foi aonde nós conhecemos o inferno. Inferno assim, de não ter a comida, o básico, o banho direito, de não ter um pingo de dignidade. De faltar o básico”, afirmou.
Cantor vendia picolé, coxinha e pastel ainda criança
O relato ficou ainda mais impactante quando Eduardo contou que começou a trabalhar nas ruas por volta dos 10 ou 11 anos. Filho mais velho, ele vendia diferentes tipos de alimentos para conseguir dinheiro e ajudar nas despesas de casa.
“Eu fui para rua vender”, contou o artista ao explicar como enfrentava a situação.
Entre os produtos comercializados estavam picolés, coxinhas e pastéis. Aos sábados e domingos pela manhã, ele também vendia verduras de porta em porta.
O dinheiro arrecadado era destinado à compra de alimentos básicos. Na época, muitos produtos eram vendidos a granel, permitindo que as famílias comprassem pequenas quantidades conforme o dinheiro disponível.
Eduardo explicou que nem sempre conseguia levar para casa tudo o que precisava. Em algumas ocasiões, o valor arrecadado permitia comprar arroz, mas não era suficiente para adquirir feijão.
“Às vezes dava para comprar o arroz, mas não dava para comprar o feijão. Nem sempre dava para comprar os dois”, relembrou.
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