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Figurino de Raquel em “Vale Tudo” mostra evolução do poder feminino, diz estilista

Especialista contou ao portal LeoDias quais as mudanças na caracterização da protagonista entre 1988 e 2025, destacando a preservação da identidade

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          O figurino da personagem Raquel na nova versão de “Vale Tudo”, interpretada por Taís Araújo, reflete as mudanças nos códigos de poder e ascensão social desde a exibição original de 1988. Para a estilista e consultora de marca pessoal Marcia Jorge, a produção atual equilibra evolução estética e respeito à essência da personagem. “Quando Raquel conquista espaço como empresária, ela adota tecidos mais nobres, cortes refinados e blazers, mas mantém as estampas, agora menores, preservando sua essência”, afirmou ao portal LeoDias.

          Segundo Marcia, que tem uma trajetória marcante no mercado da moda desde 1998, a figurinista Mari Salles construiu um guarda-roupa coerente com o início da trajetória da personagem, quando Raquel trabalhava como guia turística em Foz do Iguaçu. Nessa fase, predominam peças estampadas, tecidos acessíveis como poliéster e elastano, e modelagens confortáveis. A abordagem difere da versão original, com Regina Duarte, em que a ascensão feminina era marcada pelo power dressing, com ternos de risca de giz e alfaiataria pesada.

          Veja as fotos

          Reprodução: Globo
          Taís Araújo em "Vale Tudo"Reprodução: Globo
          Reprodução: Globo
          Regina Duarte em "Vale Tudo"Reprodução: Globo
          Reprodução: Globo
          Taís Araújo em "Vale Tudo"Reprodução: Globo
          Reprodução: Globo
          Regina Duarte em "Vale Tudo"Reprodução: Globo
          Reprodução: Instagram/@marciajorge___
          Stylist Marcia JorgeReprodução: Instagram/@marciajorge___

          As mudanças no figurino acompanham transformações sociais. Conforme o relatório Women in Business 2024, nos anos 1980, as mulheres representavam cerca de 33% da força de trabalho formal e ocupavam poucos cargos de liderança. Hoje, com 39% das posições de chefia ocupadas por mulheres, há maior liberdade para que a roupa comunique pluralidade sem depender de um único código visual de poder.

          Marcia Jorge compara o processo de caracterização a um “rebranding” pessoal, aplicado também a clientes em transição de carreira ou posição social. “A transformação de imagem deve respeitar a autenticidade. A comunicação visual precisa refletir quem a pessoa é, suas crenças e objetivos, sem apagar a história que construiu”, disse.

          Historicamente, as novelas exercem forte influência sobre tendências de moda. Como Marcia ressaltou, a moda chegava às ruas por meio da TV antes das redes sociais e era comum peças esgotarem no atacado depois que aparecia em personagens de destaque. Hoje, segundo ela, o mesmo fascínio existe, mas em outros formatos.

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