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Crítica: Doja Cat explica status de melhor performer da geração em show lotado em SP

Na última quinta-feira (5/2), a rapper desfilou hits e emocionou mesmo com canções de álbum "flopado"

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*As informações contidas neste texto são de responsabilidade dos colunistas e não expressam necessariamente a opinião do portal LeoDias.

          Doja Cat não precisa provar nada para ninguém. A rapper coleciona hits, aclamação e uma legião fiel de fãs nos últimos anos, desde o seu estouro mundial com “Say So”, ainda na pandemia. Na noite da última quinta-feira (5/2), em um Suhai Music Hall cheio, a americana comprovou o seu status de performer geracional e desfilou um show muito elegante e barulhento.

          É verdade, porém, que o disco mais recente da artista, o “Vie”, não obteve o resultado esperado e não emplacou nenhuma canção no topo das paradas, assim como ela vinha fazendo em lançamentos anteriores. Isso, no entanto, não teve o menor impacto na empolgação do público nas ótimas e injustiçadas “Gorgeous”, “Take Me Dancing” e “Cards”, ainda no começo do show.

          Veja as fotos

          Crédito: Reprodução Instagram @dojacat
          Doja Cat se apresentou em SP em 5 de fevereiroCrédito: Reprodução Instagram @dojacat
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          Doja Cat se apresentou em SP em 5 de fevereiroCrédito: Reprodução Instagram @dojacat
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          Doja Cat se apresentou em SP em 5 de fevereiroCrédito: Reprodução Instagram @dojacat
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          Doja Cat se apresentou em SP em 5 de fevereiroCrédito: Reprodução Instagram @dojacat
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          Doja Cat se apresentou em SP em 5 de fevereiroCrédito: Reprodução Instagram @dojacat

          A atmosfera era de uma apresentação estilo funky nos anos 1970, com uma boa banda, duas vocais de apoio e um figurino classudo. A estrutura também era simples, com um palco formado de leds e uma passarela, onde Doja mostrou todo o seu talento. Ao longo dos blocos, a rapper mesclou novas canções, que possuem naturalmente este arranjo mais nostálgico, com os seus hits assinatura, como “Kiss Me More” e “Paint the Town Red”.

          Para quem estava acostumado com as versões dos streamings, a apresentação pode ter sido frustrante ao não apresentar as características sonoras originais. Para mim, foi uma boa maneira de inovar e encaixar toda a narrativa da sua carreira em sua era atual, mais focada no pop.

          Apesar dos vários e merecidos elogios à produção, quem rouba a cena mesmo é o rap de Doja. Com o microfone ligado, a americana mescla o flow rapidíssimo com vocais super agudos e afinados, o que faria com que boa parte de suas colegas de profissão explodissem as próprias gargantas, tamanho o esforço. Para ela, é um talento natural.

          No bloco destinado para canções mais intensas, como “Demons”, “Ain’t Shit”, “Need to Know” e “Wet Vagina”, Doja comeu com farofa. A dança performática e os trejeitos no palco hipnotizam. A rapper se vira do avesso, brinca com movimentos complicados e se rasteja no chão de maneira surreal. Uma rockstar de corpo e alma, muito inspirada na presença de palco de Iggy Pop, por exemplo.

          Um ponto a melhorar, talvez, seja a timidez da cantora. Ela falou poucas vezes com o público e fez um show direto ao ponto. Nos poucos momentos em que agradeceu ao público brasileiro, soou genuína e simpática.

          Nos últimos 15 anos, a indústria musical procurou arduamente quem seria a “próxima Lady Gaga”, principalmente na questão de impacto e “estranheza cult”. Com muitas apostas furadas no pop, quem chegou mais próximo disso é Doja Cat. Aguardamos mais shows solo da rapper no Brasil. E que ela venha em todas as eras. Serei o primeiro na fila!

          Nota: 9/10

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