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Antes de levar 61 socos do ex, Juliana Garcia revela que já recebia ameaças

A vítima contou que já sofria ameaças antes de ser agredida

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          Em entrevista à repórter Monique Arruda, do portal LeoDias, Juliana Garcia descreveu as agressões sofridas no dia 26 de julho, quando foi atacada dentro do elevador do condomínio onde mora, em Ponta Negra, Zona Sul de Natal. O autor foi o então namorado, o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral, que desferiu 61 socos. A vítima precisou passar por uma cirurgia de reconstrução facial após a agressão.

          Juliana revelou que a violência não começou naquele dia. Segundo ela, antes do ataque já havia sofrido empurrões, intimidações e até a destruição de seu celular. “Um celular tacado uma vez, daqui a uma, duas semanas, um ano, um mês, em algum momento, pode virar 60 socos no elevador”, afirmou.

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          Portal LeoDias
          Juliana GarciaPortal LeoDias
          Reprodução/@julianagarcia.br
          Ela foi agredida pelo então namorado, o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral.Reprodução/@julianagarcia.br
          Reprodução: Record
          Mulher que levou mais de 60 socos do namorado no elevador fala pela 1ª vezReprodução: Record
          Reprodução/@julianagarcia.br
          O caso aconteceu em 27 de julho, em Natal, no Rio Grande do Norte.Reprodução/@julianagarcia.br
          Reprodução: Redes Sociais
          Igor Eduardo Pereira Cabral, agressor de Juliana GarciaReprodução: Redes Sociais

          A vítima ressaltou que a escalada das agressões é comum em relacionamentos abusivos. “Recebi esses sinais, mas existe uma manipulação, existe uma dependência emocional. A gente tende a achar que aquilo é só um episódio isolado, mas episódios isolados se acumulam e, no final, não são exceção, acabam sendo a regra”, contou.

          Sobre o momento do ataque, Juliana relatou que conseguiu resistir devido ao seu condicionamento físico. “Acho que foi devido, primeiramente a Deus, e segundo ao meu estilo de vida. Sempre treinei, e isso influenciou positivamente”, disse.

          Ela também fez um alerta a outras mulheres, reforçando que a violência psicológica e emocional antecede os episódios físicos. “Não precisa chegar a 60 socos dentro de um elevador para que mulheres possam procurar ajuda”, concluiu.

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