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Antes de morrer, Armani determinou venda da grife e escolheu possíveis compradores

O estilista deixou testamento detalhando que a empresa não deve permanecer majoritariamente com a família

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        Giorgio Armani definiu os próximos passos de sua empresa mesmo em sua ausência. O estilista, que faleceu na quinta-feira passada (4/9), deixou um testamento detalhando exatamente o que deve ser feito com sua grife. Ao que tudo indica, ele não deseja que a empresa continue majoritariamente nas mãos da família e até sugeriu quem deve comprar o seu negócio.

        Como Armani não tinha filhos, a fortuna e parte da empresa ficaram com outros membros da família, como sua irmã e sobrinhos, alguns dos quais já atuam na grife. No entanto, o estilista não quer que o negócio permaneça exclusivamente nas mãos da família. Ele determinou que os herdeiros devem vender gradualmente a grife ou considerar a abertura de capital na bolsa de valores.

        Veja as fotos

        Reprodução armani.com.br
        ArmaniReprodução armani.com.br
        Reprodução / Youtube: @businessoffashion
        Giorgio ArmaniReprodução / Youtube: @businessoffashion
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        Giorgio ArmaniReprodução / Youtube: @businessoffashion
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        Giorgio Armani ao lado de modelosReprodução / Youtube: @businessoffashion
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        Giorgio ArmaniReprodução / CNN
        Reprodução
        Estrelas do cinema, da TV, da música e do esporte já vestiram peças de Giorgio ArmaniReprodução

        No testamento, Armani pediu que os herdeiros vendessem 15% da empresa em até 18 meses. Ele também sugere possíveis compradores do grupo, como LVMH, L’Oréal ou Essilor Luxottica. Apesar de definir essas opções, ressalta que outro grupo de igual prestígio pode ser considerado, desde que a venda preserve seu legado e seja aprovada pelo parceiro de negócios Pantaleo Leo Dell’Orco

        Depois da venda inicial, o estilista sugere que, em um período de três a cinco anos, a participação do comprador aumente para entre 30% e 54%, permitindo que o futuro dono assuma o controle majoritário da grife, enquanto os membros da família manteriam uma fatia consideravelmente menor.

        No passado, Armani havia revelado seus planos de sucessão em entrevista ao Financial Times, afirmando que gostaria que a transição de responsabilidades fosse gradual para pessoas próximas a ele. No entanto, parece que o estilista mudou de ideia e definiu que a empresa deve permanecer sob gestão de terceiros.

        Até o momento, LVMH e L’Oréal não se pronunciaram sobre os desejos de Armani. A Essilor Luxottica, por sua vez, afirmou que está avaliando cuidadosamente a proposta, considerando-a uma perspectiva evolutiva, e disse estar orgulhosa da confiança depositada pelo estilista em seu grupo e gestão.

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