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Grupo de Giorgio Armani foi multado em R$ 22 milhões por más condições de trabalho

Funcionários chineses trabalhavam muitas horas e recebiam um salário não compatível. Segundo a promotoria, trabalhadores viviam em más condições de segurança e saúde

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          A morte de Giorgio Armani, aos 91 anos, gerou lamentações por parte de famosos do ramo da moda na última quinta-feira (4/9). Entre o sucesso do empresário da moda, há também outro lado. No mês passado, agosto, o Grupo Armani foi multado em 3,5 milhões de euros, equivalente a R$ 22 milhões, pela justiça italiana por práticas ilegais.

          O inquérito iniciado ano passado, 2024, apontou más condições de trabalho entre operários de fábricas contratadas para a confecção de itens das marcas de moda Giorgio Armani, Emporio Armani and A|X Armani Exchange. As montagens eram realizadas próximas a Milão e utilizavam mão de obra chinesa, em que muitos colaboradores não tinham documentos.

          Veja as fotos

          Reprodução / Youtube: @businessoffashion
          Giorgio ArmaniReprodução / Youtube: @businessoffashion
          Reprodução armani.com.br
          ArmaniReprodução armani.com.br
          Reprodução / CNN
          Giorgio ArmaniReprodução / CNN

          O órgão italiano, responsável pelo processo, declarou que o Grupo Armani havia “publicado anúncios de responsabilidade ética e social enganosos em contraste com as condições de trabalho encontradas nos fornecedores e contratados da empresa”. Conforme a investigação, a maioria da confecção de bolsas e objetos de couro da Armani era terceirizada por essas fábricas. Também segundo a promotoria, trabalhadores viviam em más condições de segurança e saúde.

          Um agravante para a marca era o uso de publicidade para destacar bem-estar e sustentabilidade, dois pontos que não foram verificados em parte da cadeia de produção do grupo. A apuração iniciou-se quando a justiça italiana recebeu denúncias de que trabalhadores na linha de produção de itens da marca recebiam salários muito inferiores com altas horas de carga de trabalho.

          No processo ainda incluía a Dior, a segunda maior marca do grupo LVMH, dono também da Louis Vuitton. Na época, os dirigentes da Dior e da Armani negaram as acusações. “As alegações não tinham mérito e que estavam confiantes em um resultado positivo da investigação”, publicou o Grupo Armani.

          A condenação com a multa em agosto também foi contrariada pela empresa do estilista que faleceu ontem: “O grupo sempre operou com a máxima transparência e justiça com relação a consumidores, mercado, e outras partes interessadas, como demonstrado pela história da companhia.” A diretoria do grupo alegou que recorreria da decisão. Enquanto isso, sem filhos, Armani deixou uma fortuna de R$ 65 bilhões.

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