Após deixar Bangu, Monique Medeiros reaparece sorridente em comemoração familiar
Mãe de Henry Borel foi fotografada durante o aniversário de uma prima semanas depois de receber perdão judicial
Monique Medeiros reapareceu em registros publicados no Instagram semanas após o encerramento do julgamento pela morte do filho, Henry Borel. Nas imagens compartilhadas pela prima Ana Paula Medeiros Pacheco, a professora surge sorridente durante uma comemoração familiar em um restaurante.
Os stories mostraram Monique sentada à mesa com parentes e amigos. Em um dos registros, ela aparece segurando um copo enquanto participa de um brinde em homenagem à aniversariante. “Vamos brindar! Viva a minha maravilhosa prima”, escreveu Ana Paula na publicação.
Veja as fotos
A aparição ocorre pouco mais de um mês depois de Monique deixar o sistema penitenciário. No início de junho, o Conselho de Sentença afastou a acusação de homicídio doloso e enquadrou a conduta dela como homicídio culposo, sem intenção de matar. A mãe de Henry também foi condenada a um ano e quatro meses por omissão diante das torturas sofridas pelo menino, mas a pena foi considerada cumprida devido ao período em que permaneceu presa provisoriamente. Ao final do júri, a juíza Elizabeth Machado Louro concedeu perdão judicial a Monique.
A professora e o então namorado, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foram presos em abril de 2021, cerca de um mês após a morte de Henry, ocorrida em 8 de março daquele ano. Ela teve a prisão preventiva revogada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em agosto de 2022 e passou a responder ao processo em liberdade, mas voltou a ser presa antes do julgamento.
Durante o júri popular realizado no Rio de Janeiro, Jairinho foi condenado a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão. Os jurados o consideraram culpado pelo homicídio duplamente qualificado de Henry e por um dos crimes de tortura analisados no processo. O ex-vereador, que está preso desde 2021, permaneceu detido após a sentença.
O caso ainda não foi encerrado definitivamente. A Promotoria apresentou recurso para tentar anular o perdão judicial concedido a Monique, enquanto a defesa de Jairinho busca invalidar o julgamento. Os pedidos ainda não foram analisados pela Justiça conforme atualização mais recente.
Henry tinha quatro anos quando morreu no apartamento em que vivia com a mãe e Jairinho, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O caso ganhou repercussão nacional e, anos mais tarde, inspirou a criação da Lei Henry Borel, voltada ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes.
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