Após PF pedir prisão, avó de MC Ryan protesta pela liberdade do neto e rebate acusações
Em meio à mobilização, manifestantes vestiam camisetas com a frase “MC não é bandido” e pediam a libertação do artista
Familiares do funkeiro MC Ryan realizaram um protesto em frente ao Centro de Detenção Provisória I, na Chácara Belém, Zona Leste de São Paulo, após a reviravolta judicial envolvendo a prisão do artista. A manifestação ocorreu na manhã desta quinta-feira (23/4), depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu habeas corpus aos investigados, decisão que acabou sendo revertida com a decretação de prisão preventiva pela Polícia Federal. O portal LeoDias acompanhou a movimentação no local e conversou com a avó do cantor, Vera Lúcia Santana, de 58 anos, que participou do ato ao lado de outros familiares. Ela é apontada pela PF como “laranja” no suposto esquema de lavagem de dinheiro que levou o funkeiro à prisão.
Em meio à mobilização, manifestantes vestiam camisetas com a frase “MC não é bandido” e pediam a libertação do artista.
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Durante a entrevista, Vera Lúcia saiu em defesa do neto. “Os advogados dos advogados, juiz dos juizes, promotor dos promotores, é aquele lá em cima, é ele que está fazendo tudo isso acontecer aqui, é ele, o pai todo poderoso. Quem decretou foi Deus e Deus está dando a liberdade para ele, ele que está dando a vitória para nós, se ele decretou não tem ninguém, Deus é justo, Deus é fiel. Vocês vão ver o contemplar de Deus e o que vai acontecer com ele. Eu estava aqui todos os dias de joelho no chão”, afirmou.
Questionada sobre as suspeitas levantadas pela Polícia Federal de que teria sido utilizada como “laranja” no suposto esquema de lavagem de dinheiro, a avó negou qualquer irregularidade. Ela é sócia do restaurante Bololô, empreendimento ligado ao funkeiro. “Eu não devo nada para ninguém, eu administro sim [o restaurante de Ryan], mas lá é tudo certinho, em nome de Jesus, não tem nada de errado lá”, declarou.
Além de MC Ryan, a Operação NarcoFluxo também levou à prisão nomes como MC Poze do Rodo e Raphael Sousa, dono do perfil Choquei, além de outros influenciadores digitais. As investigações apuram a existência de um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro.
Apesar da decisão inicial favorável no STJ, a nova ordem de prisão preventiva mantém os investigados detidos enquanto o caso segue em apuração.
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