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“Bola de fogo” no céu impressiona e intriga moradores em três estados do Brasil

Clarão foi causado por fragmento de foguete chinês que se desintegrou ao entrar na atmosfera

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        Um clarão misterioso riscou o céu de pelo menos cinco estados brasileiros na noite desta segunda-feira (27/10), intrigando moradores e gerando uma onda de registros nas redes sociais. O fenômeno, visível a olho nu, pôde ser observado na Bahia, Sergipe, Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais, por volta das 21h50.

        Nas gravações compartilhadas, é possível ver uma bola de fogo cortando o céu por alguns segundos, deixando atrás de si uma cauda luminosa e irregular. O brilho intenso chamou a atenção pela velocidade menor do que a de um meteoro comum, detalhe que ajudou especialistas a identificar a origem do objeto.

        Segundo a Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon), o clarão teria sido causado pela reentrada de um fragmento do segundo estágio do foguete chinês Long March 7, lançado em junho de 2024. Ao penetrar na atmosfera terrestre a mais de 20 mil km/h, o material entrou em combustão, criando o espetáculo visual visto de diferentes regiões.

        A maioria dos fragmentos espaciais se desintegra antes de atingir o solo, embora pedaços possam resistir parcialmente à queima. Em 2022, um detrito de cerca de 600 quilos foi encontrado no Paraná: naquele caso, pertencente a um foguete da SpaceX, empresa de Elon Musk.

        Testemunhas descreveram o fenômeno como uma luz intensa, com tons iridescentes e movimento irregular, o que o diferencia dos meteoros tradicionais. De acordo com especialistas em rastreamento orbital, essa ocorrência faz parte de uma série de reentradas de estágios de foguetes e satélites desativados que vêm sendo registradas com frequência crescente ao redor do mundo.

        Pesquisadores alertam que o aumento do lixo espacial em órbita representa um risco crescente à segurança de satélites e missões espaciais, embora as chances de impacto direto em áreas habitadas sejam consideradas baixas.

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