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BOPE reage após megaoperação no Rio e faz alerta: “Ninguém vai parar a gente”

Um representante do batalhão abriu o jogo sobre a visão da equipe após a megaoperação que aconteceu nos complexos da Penha e do Alemão

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          O Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) do Rio de Janeiro assegurou que as forças de segurança não recuarão no combate ao crime organizado. A declaração ocorreu após a megaoperação realizada na última terça-feira (28/10) nos complexos da Penha e do Alemão, que deixou 121 mortos.

          A ação integrada, classificada como o maior golpe já sofrido pela facção na história, teve como alvo principal as lideranças. Em pronunciamento, um policial do BOPE enfatizou que as áreas do Complexo da Penha e do Alemão se transformaram em um quartel-general do tráfico, abrigando lideranças de vários estados do Brasil, incluindo Pará, Pernambuco, Bahia e Minas Gerais.

          Veja as fotos

          Reprodução: Instagram/@BOPE_PMERJ
          Bope faz alerta após operação no Rio de JaneiroReprodução: Instagram/@BOPE_PMERJ
          Reprodução: Instagram/@BOPE_PMERJ
          Bope faz aviso após operação no Rio de JaneiroReprodução: Instagram/@BOPE_PMERJ
          Reprodução: Globo
          Após megaoperação, moradores levaram corpos para praça no Rio de JaneiroReprodução: Globo
          Reprodução: Globo
          Moradores levam corpos para praça na PenhaReprodução: Globo
          Reprodução: X
          Drones da polícia registram imagens de homens armados fugindo da Vila Cruzeiro após operação no RioReprodução: X
          Foto:  José Lucena/TheNews2/Estadão Conteúdo
          Megaoperação foi deflagrada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de JaneiroFoto: José Lucena/TheNews2/Estadão Conteúdo

          O agente destacou “DOCA, o Urso” como a principal figura por trás da expansão do grupo no Rio e em território nacional. “Diante desse cenário, foi desenvolvido um trabalho integrado das forças de segurança, especialmente da Polícia Militar e da Polícia Civil. O trabalho foi feito com uma base de inteligência robusta, e este é o resultado”, afirmou o porta-voz.

          O balanço da equipe também apresentou números: mais de 90 fuzis e mais de 80 “narcoterroristas” foram apreendidos e presos, respectivamente. No entanto, a operação entrou para a história do estado por sua letalidade. O número de mortos subiu consideravelmente nos dias seguintes ao confronto inicial, ultrapassando 120 e se tornando mais letal que o massacre de Carandiru.

          Entre as vítimas estavam policiais do BOPE e da Polícia Civil. O confronto, que durou cerca de 15 horas, gerou um cenário caótico, com criminosos chegando a usar drones para lançar artefatos explosivos contra os agentes. Em meio ao luto e à repercussão dos incidentes, o policial do BOPE concluiu com uma mensagem impactante:

          “Em nome do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), em nome dos policiais tombados e, especialmente, dos nossos policiais, posso garantir que ninguém vai parar a gente”, finalizou.

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