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Cão é espancado até a morte por adolescentes em Florianópolis; suspeitos são identificados

O cachorro comunitário “Orelha” foi espancado e, devido à gravidade dos ferimentos, precisou ser submetido à eutanásia no início de janeiro; no sábado (17/1), moradores protestaram cobrando justiça

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          Alerta de gatilho: maus-tratos contra animais são crime previsto em lei; denuncie pelo 190, pela Polícia Civil ou pelo Disque-Denúncia (181).

          Um cachorro comunitário que vivia na Praia Brava, em Florianópolis, chamado “Orelha”, foi brutalmente espancado por adolescentes na última semana e, em razão da gravidade dos ferimentos, precisou ser submetido à eutanásia. Ao menos quatro jovens suspeitos já foram identificados e localizados pela Polícia Civil de Santa Catarina, após análise de câmeras de segurança e depoimentos de moradores. Moradores da região realizaram um protesto no último sábado (17/1) pedindo justiça.

          Orelha foi encontrado com diversos ferimentos em uma área de mata da Praia Brava e levado ao veterinário pelos moradores, mas não foi possível salvá-lo devido à gravidade do seu estado de saúde, sendo necessária a eutanásia. O cão vivia no local havia cerca de dez anos.

          Veja as fotos

          Crédito: Reprodução Instagram
          Cão OrelhaCrédito: Reprodução Instagram
          Crédito: Reprodução Instagram @julinhocasares
          Cão Orelha foi vítima de maus-tratos e morreu no início de janeiroCrédito: Reprodução Instagram @julinhocasares
          Cão Orelha / Reprodução Instagram
          Cão Orelha / Reprodução Instagram

          Em nota, o Ministério Público de Santa Catarina informou que a investigação está sendo conduzida pela 32ª Promotoria de Justiça da Capital, da área do meio ambiente, e pela 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da infância e juventude, por haver indícios de envolvimento de adolescentes nas agressões contra o animal.

          “Após a conclusão das investigações, os autos serão analisados pelo MPSC para a adoção das providências cabíveis, conforme a natureza das responsabilidades apuradas, seja por crime ambiental, seja por eventual ato infracional. O caso causou forte comoção na comunidade local, que via Orelha como parte do cotidiano do bairro e um símbolo da convivência e do cuidado coletivo com os animais”, diz trecho da nota.

          A delegada responsável pelo caso, Mardjoli Valcareggi, afirmou que as pessoas possivelmente envolvidas no crime já foram identificadas: “As pessoas que, em tese, estão envolvidas já foram identificadas. Estamos agora na fase de oitivas para conseguir finalizar o procedimento o quanto antes”, informou.

          O cãozinho ganhou um perfil nas redes sociais para divulgar atos de protesto em busca de justiça por sua memória: “Esse perfil não tem o intuito de divulgar os responsáveis ou qualquer outro assunto de cunho acusatório. Buscamos por justiça. Toda prova obtida será encaminhada à polícia e aos advogados que acompanham o caso. Aqui serão divulgados atos de justiça, manifestações e demais informações sobre a nossa turminha da Brava”, diz o esclarecimento. No próximo dia 24 de janeiro, será realizada uma nova manifestação na Praia Brava, pedindo justiça e a resolução do caso.

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