Com drones e tropas, Trump reforça atuação militar na América Latina
Além do envio de soldados da 10ª Divisão de Montanha, os norte-americanos transferiram drones de ataque para a Colômbia e o Equador
O governo de Donald Trump intensificou sua estratégia contra o narcotráfico na América Latina com o deslocamento de militares norte-americanos para países parceiros na região. A movimentação prevê uma agenda de treinamentos conjuntos e cooperação tática no Panamá, na Colômbia e em Honduras.
A ofensiva vai além da tradicional vigilância marítima e sinaliza uma possível escalada na atuação direta dos Estados Unidos contra organizações criminosas em solo latino-americano. A dimensão exata do efetivo, por outro lado, virou alvo de controvérsias diplomáticas.
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Reportagens iniciais da imprensa norte-americana, baseadas em fontes militares anônimas, apontavam o envio de um batalhão de aproximadamente 600 soldados da 10ª Divisão de Montanha do Exército, baseada em Nova York. Porém, a Embaixada dos Estados Unidos no Panamá contestou os números nesta quinta-feira (15/10).
Eles afirmam que o contingente em seu território é formado por 120 militares que participam de um curso de selva de duas semanas, com retorno programado à base americana no dia 25 de outubro. Apesar do conflito de informações sobre o tamanho da tropa, o roteiro de cooperação segue ativo.
Na Colômbia, a previsão inclui exercícios militares com forças locais programados para o fim do mês, em meio à transferência de drones MQ-9 Reaper, capazes de realizar vigilância e ataques aéreos. Em Honduras, a missão foca no apoio a unidades de Operações Especiais que atuam no treinamento de forças parceiras.
Oficialmente, a Casa Branca justifica a mobilização como um esforço no combate às drogas. Nos bastidores, autoridades militares admitem que o movimento possui forte caráter geopolítico, visando conter a expansão da influência econômica chinesa na região.
Especialistas alertam que a estratégia de intervenção levanta preocupações sobre a soberania nacional e os riscos de vítimas civis, além de questionarem a real eficácia do uso de força militar isolada para frear o fluxo internacional de entorpecentes.
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