Defesa de Cariani reage à pedido de condenação por parte do MP: “Nenhuma surpresa”
O influenciador fitness é réu pelos crimes de associação para o tráfico, tráfico de matéria-prima destinada à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro e responde em liberdade
A defesa de Renato Cariani se pronunciou ao pedido do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pela condenação do empresário e influenciador. Em nota enviada ao portal LeoDias, o advogado Aldo Romani Netto, que o representa, afirmou que o pedido foi recebido com naturalidade. Ele é réu pelos crimes de associação para o tráfico, tráfico de matéria-prima destinada à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro.
Na visão da equipe do fisiculturista, que acumula mais de 11 milhões de seguidores nas redes sociais, a solicitação representa apenas mais um passo das etapas processuais: “Recebemos com naturalidade o pedido de condenação formulado pelo Ministério Público. Como parte acusadora, o órgão sustentou a tese que vinha defendendo desde o início da ação penal, e o pedido não representa nenhuma surpresa”.
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Ainda de acordo com Romani Netto, o processo se encontra em fase de alegações finais por parte da defesa: “Nela, a defesa irá responder a cada uma das teses apresentadas pelo Ministério Público e demonstrar, com base na prova produzida ao longo da instrução, que elas são improcedentes”.
“Confiamos que o Poder Judiciário fará, ao final, um julgamento justo, pautado pela análise isenta da prova. Temos convicção de que esse julgamento conduzirá à absolvição de Renato Cariani”, finaliza o comunicado.
Cariani é acusado de utilizar a empresa química Anidrol, localizada em Diadema (SP) e da qual é sócio, para comercializar solventes e reagentes controlados, como acetona, éter etílico, ácido clorídrico, fenacetina e manitol ilegalmente. Ele fazia parte do esquema de desvio desses insumos químicos para a produção de toneladas de drogas, como crack e cocaína.
O esquema consistia na emissão de notas fiscais falsas, simulando a venda legítima desses produtos químicos controlados para grandes empresas farmacêuticas multinacionais. De acordo com a PF, no entanto, os insumos eram desviados e entregues a uma rede de traficantes para serem utilizados no refino, na adulteração e no aumento do volume das substâncias ilegais. Tais crimes teriam ocorrido 59 vezes, segundo as investigações.
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