Mãe de Henry Borel se entrega à polícia após STF revogar liberdade
Solta em março após uma manobra jurídica da defesa do ex-vereador Dr. Jairinho, Monique Medeiros voltará ao banco dos réus em 25 de maio
A questão judicial envolvendo a trágica morte do menino Henry Borel ganhou mais uma reviravolta decisiva nesta segunda-feira (20/4). Após ter sua liberdade revogada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Monique Medeiros decidiu não adiar e se entregou às autoridades, apresentando-se na 34ª Delegacia de Polícia (Bangu), na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
A decisão da Suprema Corte, que exigiu o retorno imediato da professora para trás das grades, foi proferida na última sexta-feira (17/4) e sacramentada no final de semana. Na ocasião, o magistrado negou um recurso desesperado tentado pela defesa da envolvida.
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A ré estava respirando ares fora da cadeia desde março, mas não por ter sido absolvida, e sim devido a uma manobra que travou o andamento do processo. Os advogados de seu ex-companheiro, o ex-vereador Dr. Jairinho, simplesmente abandonaram o Tribunal do Júri de forma abrupta.
Irritada com o que chamou de “interrupção indevida” e desrespeito às orientações do próprio STF, a juíza Elizabeth Machado Louro precisou adiar a sessão para 25 de maio e, diante do impasse, acabou expedindo o alvará de soltura de Monique até a nova data.
Presos inicialmente em abril de 2021, um mês após o crime que abalou o país, Monique e Jairinho respondem pela morte do garoto de apenas quatro anos.
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