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Gilmar Mendes determina retorno de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, à prisão

Monique foi solta no mês passado após a defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, abandonar o plenário do Tribunal do Júri, o que levou ao adiamento da sessão

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          O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, determinou, nesta sexta-feira (17/4), o retorno imediato de Monique Medeiros à prisão. Ela é acusada de homicídio pela morte do filho, Henry Borel, em 2021, junto do então namorado, o ex-vereador Jairinho.

          Na decisão, Gilmar Mendes optou por cassar a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Rio que permitiu a soltura dela, no dia 23 de março deste ano, enquanto o júri não fosse realizado, após analisar o caso a partir de uma petição feita por Leniel Borel, pai da criança, e que também contava com um parecer da Procuradoria-Geral da República a favor do restabelecimento da prisão.

          Veja as fotos

          Crédito: Arquivo pessoal
          Henry BorelCrédito: Arquivo pessoal
          Foto: Arquivo pessoal
          Henry tinha apenas quatro anos de idadeFoto: Arquivo pessoal
          Crédito: Reprodução YouTube/Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
          Resultado do julgamento adiado: Monique Medeiros recebe liberdade provisória e advogados de Jairinho deixam o plenário alegando falta de provas para se preparem para o júriCrédito: Reprodução YouTube/Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
          Crédito: Renan Olaz - Câmara Municipal do Rio de Janeiro
          Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. JairinhoCrédito: Renan Olaz - Câmara Municipal do Rio de Janeiro
          Crédito: Gabriel de Paiva/Agência O Globo
          Monique Medeiros em julgamentoCrédito: Gabriel de Paiva/Agência O Globo

          O ministro considerou procedente o pedido e solicitou o cumprimento imediato da decisão pelas autoridades policiais do Rio e pela Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro.

          Segundo ele, a prisão garante a ordem pública e a instrução do processo, diante da gravidade dos fatos e do histórico de coação de testemunhas: “A gravidade concreta do delito e o histórico de coação de testemunhas justificam a manutenção da medida extrema para resguardo da ordem pública e conveniência da instrução. A soltura da ré às vésperas da oitiva de testemunhas sensíveis em plenário representa risco à busca da verdade processual”, diz o ministro na decisão.

          Monique foi solta no mês passado após a defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, abandonar o plenário do Tribunal do Júri, o que inviabilizou a continuidade da sessão, sendo necessário o adiamento do julgamento do caso Henry Borel. Com isso, a juíza Elizabeth Machado Louro remarcou o julgamento para 25 de maio e determinou a soltura de Monique, ao entender que a manutenção da prisão poderia configurar excesso de prazo.

          Relembre o caso Henry Borel:

          Monique e o ex-vereador Jairinho são réus no processo que investiga a morte de Henry Borel, de 4 anos à época do crime. O menino, filho de Monique, morreu com sinais de agressão em um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, no dia 8 de março de 2021. Os dois eram um casal na ocasião e são acusados de homicídio e outros crimes.

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