MP diz que cão Orelha não foi morto por adolescentes, mas por condição grave preexistente
A perícia científica descartou qualquer sinal de trauma físico no corpo do animal comunitário que comoveu o país
O mistério em torno da trágica morte do cão Orelha já tinha um desfecho médico desenhado meses antes de o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pedir o arquivamento oficial do inquérito. Muito antes da decisão judicial por falta de provas contra os adolescentes acusados, um laudo de exumação divulgado em março chocou e trouxe novas dúvidas.
A princípio, o documento aponta que o animal comunitário da Praia Brava não foi vítima de espancamento, mas sim de uma condição crônica e grave de saúde. A perícia científica foi a grande peça-chave para desmontar a narrativa de crueldade que causou revolta no país.
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Ao analisarem os restos mortais do cachorro, especialistas da Polícia Científica teriam descartado completamente a existência de fraturas ósseas ou traumas físicos que justificassem a tese de linchamento. O que os exames realmente revelaram foi um organismo já bastante debilitado por doenças preexistentes, atestando que a morte ocorreu de forma natural.
Com base nessa prova biológica irrefutável, o MPSC afirmou que o cão não foi morto pelos adolescentes apontados no inquérito da Polícia Civil. Para bater o martelo sobre a inocência dos jovens, os promotores uniram o laudo pericial a uma análise minuciosa das câmeras de segurança.
A promotoria identificou uma diferença de 30 minutos entre os relógios das câmeras, alegando que o adolescente e o cão nunca dividiram o mesmo espaço. Enquanto o rapaz estava no deck da praia, Orelha estaria caminhando normalmente a quase 600 metros de distância, horas depois do suposto ataque, em janeiro deste ano.
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