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Polícia da Venezuela solta mensagem com imagem sombria de Lula

O perfil oficial da Polícia Nacional Bolivariana, subordinada ao governo de Maduro, fez um post enigmático direcionado ao presidente Lula

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          O perfil oficial da Polícia Bolivariana da Venezuela, subordinada ao governo de Nicolás Maduro, fez um post enigmático nesta quinta-feira (31/10), com uma imagem que traz a silhueta do presidente Lula, além da bandeira brasileira junto a mensagem: “quem se mete com a Venezuela se dá mal”.

          “Nossa pátria é independente, livre e soberana. Não aceitamos chantagens de ninguém, nem somos colônias de ninguém. Estamos destinados a vencer”, diz a legenda do post.

          Veja as fotos

          Membros do BRICS e convidados durante a cúpula de Kazan (BRICS/Russia)
          Membros do BRICS e convidados durante a cúpula de Kazan (BRICS/Russia)
          Reprodução: Internet
          Nicolás Maduro e Vladimir PutinReprodução: Internet
          Post da Polícia Bolivariana da Venezuela com mensagem para Lula (Reprodução)
          Post da Polícia Bolivariana da Venezuela com mensagem para Lula (Reprodução)

          Brasil x Venezuela

          A publicação ocorre poucos dias após o veto do Brasil a entrada da Venezuela no BRICS, grupo que tem ainda Rússia, Índia, China e África do Sul como países principais e agravou ainda mais a crise diplomática entre os países sul-americanos.

          Na cúpula de Kazan, realizada nos dias 22 e 24 de outubro, foi debatido entre os membros do BRICS a entrada de novos países para o grupo econômico e a Venezuela, apoiada por Rússia e China – membros destaque – surgiu como candidata, mas não foi aprovada e um dos votos contrários foi brasileiro.

          O governo venezuelano criticou o Brasil e chamou o veto brasileiro à entrada do país como “agressão inexplicável” e chegou a comparar o governo de Lula ao ex-presidente Bolsonaro, afirmando que o líder petista “reproduz o ódio” do antecessor do PL.

          “Por meio de uma ação que contradiz a natureza e os postulados dos Brics, a representação da chancelaria brasileira (Itamaraty), liderada pelo embaixador Eduardo Paes Saboia, decidiu manter o veto que Bolsonaro aplicou à Venezuela durante anos, reproduzindo o ódio, a exclusão e a intolerância promovidos pelos centros de poder ocidentais para impedir, portanto, a entrada da Pátria de Bolívar nesta organização”, diz a nota publicada pela Chancelaria venezuelana.

          Na última quarta-feira (29/10), o assessor especial do Governo para Assuntos Externos, o ex-chanceler Celso Amorim, declarou durante sessão na Câmara dos Deputados que a Venezuela “traiu a confiança” do Brasil durante o processo eleitoral que reelegeu Nicolás Maduro.

          No dia seguinte, a Venezuela já convocou seu embaixador em Brasília para retornar ao país, uma medida que é considerada como “mensagem” de quebra de aliança na relação diplomática.

          O governo venezuelano ainda respondeu duramente Celso Amorim, afirmando que ele é “um mensageiro do imperialismo norte-americano” e que “tem se dedicado de maneira impertinente a emitir juízos de valor sobre processos que correspondem apenas aos venezuelanos” – o Itamaraty ainda não respondeu aos ataques.

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