Polícia divulga pesquisas feitas por empresário após matar gari em MG
Renê da Silva Nogueira Júnior responderá por três crimes e pode pegar até 35 anos de prisão
A trágica morte do gari Laudemir de Souza Fernandes chocou o país pela forma brutal como aconteceu. Após se irritar com o rapaz que fazia a coleta de lixo em sua rua, o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior atirou e matou Laudemir. Neste sábado (30/8), foi divulgada a pesquisa que ele fez na internet logo após cometer o crime.
O suspeito apagou as conversas que mantinha com a esposa, a delegada Ana Paula Lamego, dona da arma usada no crime. O delegado responsável pelo caso, Evandro Radaelli, informou que Renê pesquisou sobre o crime após sair do trabalho, segundo apuração do UOL. “Com base na extração do celular do investigado, podemos concluir que ele realizou, após a prática do crime e depois de sair do trabalho, diversas pesquisas referentes às consequências do que havia praticado”. Ele também havia pesquisado se havia alguma repercussão da imprensa de Minas.
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De acordo com Radaelli, Renê usou o comando do carro elétrico que dirigia para sintonizar na rádio Itatiaia e verificar se havia alguma suspeita contra ele. O delegado também afirmou que o empresário mentiu às autoridades. Ele disse que não sabia se havia atingido o gari e, por isso, deixou o local sem prestar socorro.
“Apuramos que ele teve ciência do que praticou, tanto que fez pesquisa com a palavra ‘gari’ e pesquisou o nome da rua em que estava”, contou Radaelli. Ele também mentiu sobre a arma da esposa, pois fazia uso recorrente dela com o consentimento da mesma. “Não sabemos se ela teve ciência na hora do fato \[em que o crime aconteceu] ou quando a polícia o encontrou na academia. Ele apagou todas as conversas com ela no dia do crime e conversaram apenas por chamada de voz”.
Renê foi indiciado e responderá por três crimes: homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e por meio que impediu a defesa da vítima; ameaça contra a motorista do caminhão de lixo; e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. Juntas, as penas somam cerca de 35 anos de prisão. Ana Paula foi indiciada por porte ilegal de arma de fogo e pode pegar entre dois e quatro anos de prisão. Atualmente, ela está afastada por motivos de saúde.
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