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Policial passa mal e morre após noite com ex; troca de taças é investigada

Defesa da ex-companheira afirmou que ela desconfiou de possível envenenamento durante encontro

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          A morte do cabo da Polícia Militar (PM) de Pernambuco José Maria Alexandre da Silva Júnior, de 40 anos, segue sob investigação da Polícia Civil. Ele morreu na última quinta-feira (11/6), depois de passar mal dentro do apartamento da ex-companheira, no bairro de Boa Viagem, na zona sul do Recife. A principal versão apresentada pela defesa da mulher envolve uma suposta troca de taças durante o encontro.

          Segundo a corporação, o caso é tratado como “morte a esclarecer” pela 3ª Delegacia de Homicídios, ligada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa. Até o momento, a hipótese de envenenamento não foi confirmada nem descartada, já que os investigadores ainda aguardam resultados de exames periciais.

          Veja as fotos

          Reprodução: Arquivo pessoal
          José Maria Alexandre da Silva JúniorReprodução: Arquivo pessoal
          Reprodução: Arquivo pessoal
          José Maria Alexandre da Silva JúniorReprodução: Arquivo pessoal
          Reprodução: Arquivo pessoal/Metrópoles
          Denúncia de Helen Kelly de Lima PedrosaReprodução: Arquivo pessoal/Metrópoles
          Reprodução: Arquivo pessoal/Metrópoles
          Prints de conversas entre José Maria e Helen KellyReprodução: Arquivo pessoal/Metrópoles
          Reprodução: Arquivo pessoal/Metrópoles
          Denúncia de Helen Kelly de Lima PedrosaReprodução: Arquivo pessoal/Metrópoles

          De acordo com a defesa de Helen Kelly de Lima Pedrosa, representada pelos advogados Rafael Nunes e Flávio Lapenda, o ex-casal conversava e consumia energético quando ela teria percebido que os recipientes haviam sido mudados de lugar. Ainda segundo a defesa, as taças eram marcadas com um ponto preto porque a mulher sublocava quartos do imóvel e costumava identificar os utensílios usados na casa. Ao notar a possível troca, ela teria ficado assustada e decidido colocar as taças nas posições originais antes de beber.

          Os advogados afirmam que, naquela noite, o PM chegou ao apartamento por volta de 1h, mesmo havendo uma medida protetiva em vigor contra ele. A mulher, uma corretora de imóveis de 48 anos, teria autorizado a entrada do ex-companheiro após ele insistir.

          A defesa também declarou que o relacionamento entre os dois era conturbado e marcado por episódios de ciúmes, ameaças e supostas agressões. Segundo os advogados, a medida protetiva havia sido solicitada após uma ocorrência de violência doméstica registrada meses antes.

          De acordo com o advogado Flávio Lapenda, José Maria apresentou sinais de mal-estar intenso. A ex-companheira desceu para pedir ajuda, e o porteiro acionou o Samu. Quando a equipe chegou ao local, o óbito foi constatado.

          As taças e amostras de bebidas consumidas no local foram recolhidas para análise. A conclusão sobre um provável crime dependerá dos laudos técnicos e da continuidade das investigações.

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