Policial que trabalhou para Hytalo Santos é preso em operação na Paraíba, diz emissora
Os dois casos não tem nenhuma relação, mas um dos policiais envolvidos teria prestado serviço como segurança para Hytalo Santos
Na manhã desta segunda-feira (18/8), uma operação conjunta entre o Ministério Público, a Polícia Civil e a Polícia Militar resultou na prisão de cinco policiais militares em João Pessoa, Paraíba. Eles são investigados pela morte de cinco jovens durante uma abordagem que ocorreu em fevereiro deste ano, no Conde, litoral sul do estado. Um dos policiais teria trabalhado para Hytalo Santos.
O caso, que ganhou repercussão nacional, levanta questionamentos sobre a conduta dos agentes e a cena do crime. As mortes ocorreram na noite de 15 de fevereiro de 2025, e a Polícia Militar afirma que os cinco jovens, com idades entre 17 e 26 anos, estariam se preparando para realizar um ataque de vingança após o assassinato da mãe de um deles, morta horas antes.
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O advogado de defesa dos policiais, Luiz Eduardo, sustenta que as vítimas, que estavam em um veículo, atiraram contra os agentes. Assim que chegaram à Ponte do Arco, o carro foi atingido por vários disparos, o que resultou na morte de todos os ocupantes.
As vítimas foram identificadas como Fábio Pereira da Silva Filho, de 26 anos; Emerson Almeida de Oliveira, de 25; Alexandre Bernardo de Brito, de 17; Cristiano Lucas, de 17; e Gabriel Cassiano de Sousa, de 17 anos. Os familiares dos jovens contestam a versão oficial e negam o envolvimento deles em atividades criminosas.
O laudo pericial aponta que os dois veículos foram atingidos por mais de 90 disparos, quase todos de fora para dentro. O documento registra que apenas um tiro foi efetuado de dentro para fora de um dos carros.
Policial com vínculo a Hytalo Santos
Segundo informações da TV Cabo Branco, afiliada da Globo, um dos policiais presos prestava serviços informais ao influenciador Hytalo Santos. O criador de conteúdo está detido desde a última sexta-feira (15/8), junto com seu marido, Israel Nata Vicente, suspeito de tráfico de pessoas e exploração sexual infantil.
Apesar do vínculo, as prisões dos policiais não têm relação com o caso do influenciador. A defesa afirma que um sexto agente, que não foi preso por estar nos Estados Unidos, irá se apresentar às autoridades quando retornar ao Brasil.
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