Vítima de ataque brutal no Metrô de São Paulo afirma que agressor queria matá-la
Mulher sofreu múltiplas fraturas após ser atacada na plataforma da Parada Inglesa; suspeito chegou a ser detido, mas foi liberado
Atenção: a matéria a seguir traz relatos sensíveis de agressão e pode ocasionar gatilhos sobre estupro, violência contra a mulher e violência doméstica. Caso você seja vítima deste tipo de violência, ou conheça alguém que passe ou já passou por isso, procure ajuda e denuncie. Ligue para o 180.
Uma auxiliar de compras de 24 anos afirma ter sido vítima de uma tentativa de feminicídio após sofrer uma violenta agressão dentro da estação Parada Inglesa, da Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo. O caso aconteceu na noite da última segunda-feira (15/6) e resultou em diversas fraturas pelo corpo da jovem.
Segundo Larissa Ramos Raudenberg, ela teve o nariz, o maxilar, o joelho esquerdo e três dentes quebrados. Após receber atendimento médico, a vítima foi encaminhada ao Hospital Mandaqui e, depois, liberada para continuar a recuperação em casa.
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Ao portal G1, a jovem contestou a classificação dada ao caso pela Polícia Civil, que registrou a ocorrência como lesão corporal. Para ela, a violência empregada pelo agressor demonstra a intenção de matá-la. “Não foi tentativa de roubo, porque eu estava com dois celulares, um da empresa e o meu pessoal. Os aparelhos caíram no chão e mesmo assim ele não quis, viu que eu desmaiei, mas continuou me batendo. Ele queria que eu morresse, queria a minha vida”, relatou.
De acordo com o boletim de ocorrência, Larissa aguardava o trem ao lado da amiga, Ana Claudia Calbo de Oliveira, quando um homem identificado como Rodrigo de Oliveira, de 25 anos, passou a agir de forma agressiva. A vítima afirma que o suspeito teria se aproximado inicialmente de sua amiga após uma troca de olhares e, em seguida, partido para o ataque.
Durante a confusão, Larissa foi atingida por um chute no joelho e caiu na plataforma. Mesmo com a vítima já no chão, o homem continuou as agressões, atingindo principalmente a região da cabeça e do rosto. A amiga da jovem também foi atingida na perna, mas conseguiu deixar o local sem ferimentos graves. O registro policial aponta que ela correu para se preservar do agressor enquanto o ataque à Larissa continuava.
Além das sequelas físicas, a vítima relata insegurança para voltar a utilizar o transporte público. Ela também criticou a ausência de agentes de segurança na plataforma no momento em que o ataque ocorreu. “Ele estava na plataforma, na parte onde a gente pega o trem. Ou seja, ele passou pela catraca e não tinha nenhum segurança do Metrô ali. Eles apareceram depois do ocorrido”, afirmou.
O suspeito teria histórico de ocorrências envolvendo assédio contra mulheres em estações de transporte público. Após a agressão, agentes do Metrô conseguiram localizar e deter o homem, que foi encaminhado à delegacia. Apesar disso, ele acabou sendo liberado.
Enquanto aguarda os resultados do exame de corpo de delito, Larissa pretende solicitar uma reavaliação da ocorrência para que o caso seja analisado sob outra tipificação criminal.
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