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Assessor de Lula sugere se “preparar para o pior” em guerra no Oriente Médio

O diplomata não poupou críticas à escalada da violência militar. Acompanhando a crise, o Itamaraty também publicou notas alertando para a ameaça à paz mundial

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          A tensão no Oriente Médio atingiu níveis alarmantes, e o governo brasileiro já acendeu o sinal vermelho depois de tudo o que aconteceu nos últimos dias. Nesta segunda-feira (2/3), Celso Amorim, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fez um alerta sobre o avanço do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

          Sem meias palavras, o diplomata cravou que o cenário global é crítico e que o país acompanha a situação com extrema cautela. Em uma entrevista à GloboNews, Amorim não escondeu a gravidade da crise e condenou de forma veemente os recentes ataques militares.

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          Ataque no Irã e Donald TrumpCréditos: Reprodução Globo e Band
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          Donald TrumpReprodução / YouTube
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          Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do BrasilCrédito: Reprodução Globo

          “Ninguém é juiz do mundo”, disparou o embaixador. Para ele, o assassinato de autoridades em pleno exercício do cargo é uma linha perigosa que não deveria ser cruzada pelas potências estrangeiras. “Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior”, sentenciou o assessor.

          Questionado sobre o que exatamente seria esse “pior” cenário, Celso explicou que o grande temor do governo é o alastramento incontrolável da guerra por toda a região. Ele lembrou que o Irã possui um longo histórico de fornecimento de armamentos para grupos xiitas e facções radicais em países vizinhos, o que transforma o Oriente Médio em um verdadeiro barril de pólvora.

          O Ministério das Relações Exteriores emitiu comunicados no último sábado (28/2) alertando que a escalada bélica representa uma ameaça direta à paz mundial.

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