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Caminhoneiros cogitam greve enquanto governo busca conter alta do diesel

Categoria denuncia aumentos abusivos, cobra medidas estruturais e ameaça suspender atividades em todo o país

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          O avanço do preço do diesel nas últimas semanas elevou o nível de tensão no setor de transporte rodoviário e levou caminhoneiros a intensificar a ideia de uma possível paralisação em escala nacional. De acordo com a Petrobras, o preço médio do diesel em março apresentou alta até o momento, impulsionado pela volatilidade do petróleo devido a conflitos internacionais. No consumidor final, a média nacional está ao redor de R$ 6,15, variando conforme localidade. Lideranças afirmaram que a mobilização ganhou força após assembleias realizadas em diferentes regiões do país e pode resultar na suspensão das atividades já nos próximos dias.

          Segundo representantes da categoria, o aumento acelerado do combustível compromete a viabilidade financeira do trabalho. Motoristas relatam dificuldades para manter as viagens, já que o valor pago pelos fretes não acompanha a escalada dos custos operacionais. Em alguns casos, o transporte de cargas estaria se tornando inviável, com profissionais afirmando que chegam a trabalhar sem margem de lucro.

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          Foto: Igor do Vale/Estadão Conteúdo
          Greve de caminhoneiros no BrasilFoto: Igor do Vale/Estadão Conteúdo
          Divulgação: Sindipetro-BA
          Refinaria de petróleo da Petrobras em São Francisco do Conde, na BahiaDivulgação: Sindipetro-BA
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          Palácio do PlanaltoCrédito: Fabio Rodrigues Pozzebom - Agência Brasil
          Crédito: Reprodução Instagram/@lulaoficial
          Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)Crédito: Reprodução Instagram/@lulaoficial
          Reprodução: G1
          Explosão em plataforma de petróleo no Rio de JaneiroReprodução: G1

          Em parte, o cenário é atribuído à valorização do petróleo no mercado internacional, agravada por tensões geopolíticas recentes, como os conflitos no Oriente Médio e a guerra entre Rússia e Ucrânia. Levantamentos do setor indicam que o diesel registrou forte elevação desde o fim de fevereiro, mesmo após medidas anunciadas pelo governo federal para tentar reduzir o impacto nas bombas.

          Antes do pacote emergencial ser divulgado, representantes dos caminhoneiros já haviam encaminhado alertas ao Palácio do Planalto sobre o risco de paralisação. As entidades denunciaram reajustes considerados excessivos em diferentes estados, com relatos de aumentos entre R$ 0,20 e R$ 0,60 por litro em municípios do Centro-Oeste.

          Entre as reivindicações apresentadas ao governo estão a suspensão temporária de tributos, maior controle sobre os preços praticados por distribuidoras e o reforço na fiscalização do cumprimento da tabela mínima de frete. Lideranças defendem ainda medidas estruturais, como a criação de mecanismos que garantam remuneração mínima nas contratações e a isenção de pedágio para caminhões sem carga.

          O governo anunciou ações para tentar conter a insatisfação e evitar uma crise logística. A estratégia inclui subsídios ao diesel, desonerações tributárias e uma força-tarefa envolvendo órgãos de fiscalização para investigar possíveis práticas abusivas na formação de preços. Também há previsão de intensificar o monitoramento do cumprimento dos pisos mínimos de frete, com possibilidade de punições para empresas que descumprirem a legislação.

          Apesar das iniciativas, o clima entre os caminhoneiros segue de desconfiança quanto à efetividade das medidas. Representantes do movimento afirmam que a categoria permanece mobilizada e avalia diferentes formatos de protesto, inicialmente sem bloqueios de rodovias. Ainda assim, a possibilidade de interdições não está descartada.

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